quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

SENTINDO FALTA



As inúmeras indefinições que estão instaladas na administração do Prefeito João Paulo Kleinubing, como a escolha do novo Secretário de Comunicação e também a nomeação dos funcionários de segundo, terceiro e quarto escalão, como também a definição que as famílias que estão nos galpões provisórios da prefeitura esperam, deve-se muito, segundo análise dos próprios aliados do prefeito, da não presença do ex-chefe de gabinete Nelson Santiago no governo.
Segundo eles, Santiago era figura primordial para o andamento dos projetos e cumprimento de prazos estipulados.
Como Nelsinho preferiu ficar apenas como presidente do DEM de Blumenau e não mais integrar a equipe de João Paulo, o prefeito ficou sem uma pessoa que tivesse a capacidade de fazer a coisa andar.
Cássio Quadros é eficiente para os assuntos do gabinete, mas falta alguém que tenha a capacidade de coordenar todas as áreas da administração, como Nelson Santiago fazia.

SEM ÁGUA

A comunidade da Velha Pequena, em Blumenau, estava com problema no abastecimento de água desde a última sexta-feira e ontem, terça-feira, o problema começou a ser resolvido pelo Samae, órgão responsável pelo abastecimento na cidade.
O espantoso é que, mesmo a população reclamando em várias rádios e emissoras de TV da cidade, o assessor de comunicação do órgão, Oscar Jenichen, ainda não sabia, na segunda-feira, da existência do problema.

SEM COMUNICAÇÃO

Mas não é de hoje que funcionários da Secretaria de Comunicação da PMB estão descontentes com Oscar. Primeiro porque o assessor do Samae dificilmente respondia os apelos feitos pelo setor de rádio-escuta da Prefeitura.
Segundo porque, logo depois das eleições, quando Fabrícia Zucco ainda ocupava o cargo de Secretária de Comunicação, Jenichen tentou fazer lobby para ser o indicado para o cargo no segundo governo de João Paulo.
Mas esse descontentamento com o assessor de comunicação do Samae já não é apenas na prefeitura, mas alguns funcionários de carreira da própria autarquia já não se mostram muito contentes com a postura dele, pois além de não ajudar a equipe técnica, informando os órgãos de comunicação dos problemas que estão acontecendo na cidade, obriga o pessoal da área técnica a ter que dar explicações para a imprensa a toda hora.
Segundo os próprios funcionários, toda essas reclamações dos munícipes poderiam ser evitadas se a assessoria de imprensa do Samae fizesse seu papel.
Mas como Oscar Jenichen é indicação de Luis Ayr e tem todo o apoio do PP, nada deve mudar.

OPINIÃO



Assisti uma entrevista, no último domingo, do vereador blumenauense João José Marçal (PP), na TV Legislativa, da Câmara Municipal de Blumenau, para o apresentador Marcos Roberto Jana.
Posso não concordar com algumas opiniões do vereador, mas faço minha as palavras dele sobre as famílias que hoje ainda estão nos abrigos da prefeitura.
“A vida tem que continuar”. Também entendo que essas famílias não podem querer que a prefeitura faça tudo para que eles tenham uma vida normal. Se eles não se ajudarem, não vai ser a prefeitura que vai colocar a vida deles nos trilhos novamente.
A catástrofe, diga-se de passagem, não foi a prefeitura ou o prefeito que a provocaram. Então porque querer sempre que o poder público faça tudo?
Estas pessoas têm que começar a reconstruir suas vidas a partir do auxilio reação e das casas que serão construídas e entregues a elas.
Depois disso, a vida segue como antes da enchente. Muitas das famílias sairão dessa catástrofe melhor do que antes, pois muitas não tinham sequer uma casa com água encanada e luz elétrica.
Enfim, o poder público tem as suas obrigações, mas todas essas famílias deveriam aproveitar esse tempo em que estão sendo assistidas pelos governos, e vale lembrar que essa ajuda é temporária, e começarem a tocar suas vidas como antes.
Reclamar na rádio é salutar e dá ibope, mas não vai resolver o problema delas.

ME DÁ O DINHEIRO AÍ...

Foi publicado no Santa de segunda-feira o valor estimado para o ano de 2009 destinado à Assembléia Legislativa de Santa Catarina. Segundo a reportagem, serão R$ 287 milhões para o custeio da máquina legislativa do estado. São aproximadamente R$ 23,9 milhões por mês; praticamente o mesmo para manter os serviços públicos de um município como Jaraguá do Sul.
Depois os políticos não sabem por que falamos tão mal deles.
Será que é necessário quase R$ 24 milhões por mês para manter um grupo de pouco mais de 200 catarinenses privilegiados?
Eles acham que sim, e nós continuamos pagando a conta, até perdermos a paciência.
Para isso, basta que o povo se organize e diga não para esse tipo de barbaridade.

OUTRA BARBARIDADE

Numa certa ocasião, ainda em 2008, ouvi o atual vice-prefeito de Blumenau, Rufinus Seibt (PMDB), dizer que era contra o aumento da passagem de ônibus e o aumento de cargos em comissão na prefeitura.
Para meu espanto, ouvi na segunda-feira no programa Tribuna do Povo, do radialista Armindo Vogue, da rádio Blumenau AM, o ouvinte Aim (figura conhecida de Blumenau) dizer que Rufinus afirmou ser favorável a tudo aquilo que antes ele, Seibt, era contra.
Se a afirmação for verdadeira, como poderemos acreditar numa pessoa que, antes das eleições, dizia uma coisa e hoje diz outra.
Será que ele mudou de idéia porque o Seterb é comandado pelo PMDB, seu partido, e porque também uma boa parcela dos cargos criados será destinada aos peemedebistas?
No PMDB, o negócio é faturar.

A CELESC

Também no programa da Rádio Blumenau AM, veio um engenheiro da Celesc, de Blumenau, que não recordo o nome, explicar porque muitas famílias estavam sem energia elétrica desde sábado. Segundo ele, o problema ocorreu em virtude das chuvas de verão que comprometeram muitas redes em vários municípios do Vale. Disse também que não informou para as rádios já no sábado por estar trabalhando na recuperação da fiação desde o fim da tarde daquele dia.
Tenho que me solidarizar com este engenheiro, pois sabemos como é difícil a vida de quem tem que fazer esse tipo de trabalho.
Mas o que eu questiono, não só na Celesc, mas em vários órgãos públicos, é que quem tem que levar esse tipo de informação para os veículos de comunicação não são os engenheiros que trabalham em campo, mas sim as assessorias de comunicação dos órgãos.
O problema é que estes assessores, geralmente comissionados, tem privilégios e acabam gozando dos pontos facultativos sem se preocuparem em informar nada a ninguém, esse tipo de bomba acaba estourando no colo de quem tem que manter a máquina funcionando.
Neste caso, o coitado do engenheiro.

DESEMPREGO

As principais cidades de Santa Catarina, como Blumenau, Joinville e Criciúma, registraram no mês de janeiro número maior de desempregados do que aqueles que conseguiram uma vaga no mercado de trabalho. Em Florianópolis o quadro não foi tão assustador em virtude do turismo, que no verão acaba sendo uma ótima fonte de renda para quem vive na cidade.
A grande preocupação dos funcionários e donos de estabelecimentos comerciais, é que a crise chegue pra valer depois do carnaval, causando mais demissões não só na indústria, mas principalmente no comércio, principal termômetro das crises econômicas.
Sem vendas, não há produção, gerando demissões em todos os setores.
Que marolinha é essa presidente?

BUCHICHO 1



A cassação do mandato do governador da Paraíba, Cássio Cunha Lima, pelo TSE, por causa da distribuição de 35 mil cheques, acabou gerando novas expectativas na política estadual.
É que o processo contra o governador Luiz Henrique e seu vice, Leonel Pavan, está sendo analisado pelos relatores do Tribunal Superior Eleitoral e deverá ter a sentença divulgada no mês de março.
Se Luiz Henrique e Pavan forem cassados, não se sabe quem será o novo governador: Jorginho Melo, Presidente da Assembléia Legislativa de SC, ou Esperidião Amin, segundo colocado nas eleições de 2006.
Independente disso, a nova configuração política acabará sepultando a atual tríplice aliança e criará novas alternativas para a disputa do cargo em 2010.

BUCHICHO 2



Se Amin for conduzido ao posto, terá que quebrar a sua promessa de nunca mais concorrer a cargos do executivo, pois terá a chance de disputar a reeleição.
Se Jorginho assumir, o PSDB vai ter a faca e o queijo na mão para escolher os parceiros, que provavelmente não será o PMDB, mas sim o DEM e o PP, que já manifestaram apoio para José Serra em âmbito nacional.
Sobrará ao PMDB a boa vontade do PT, até porque o presidente nacional dos peemedebistas tem o sonho e ser o vice na chapa da Ministra Dilma, do PT, a presidência da república.
Outro que deverá reaparecer na mídia no segundo semestre de 2009, é o radialista Nei Silva, da Revista Metrópole. O seu julgamento está marcado para o mês de julho. Ele foi acusado, por membros do governo do estado, de uma suposta extorção em troca do silêncio no caso da divulgação do governo por parte da revista.
A chapa parece que começa a esquentar em SC.



Sérgio Eduardo de Oliveira – 25/02/2009


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