segunda-feira, 9 de março de 2009

PARADA INÚTIL



Na última quinta-feira, 5/03, às 15:30 horas na Rua XV de Novembro, em Blumenau, dois guardas de trânsito decidiram parar um caminhão para averiguação de documentos. O problema é que o veículo acabou trancando a rua porque outro caminhão, que vinha logo atrás, não conseguiu passar.
Mesmo assim, os guardas continuaram a operação sem se preocuparem com o engarrafamento.
Poderiam ter feito diferente, sem atrapalhar a vida de quem estava circulando pela via.

DIFERENTE DE QUE, CARA PÁLIDA!



Ouvindo a entrevista do presidente estadual do PMDB, Eduardo Pinho Moreira, na semana passada na Rádio Nereu Ramos AM, de Blumenau, tive a certeza que o partido dele é realmente diferente, como ele pregou naquela ocasião.
Nos últimos vinte anos, o PMDB esteve envolvido nos dois maiores escândalos governamentais de SC: primeiro foi o caso das letras, em 1995 e 1996, no governo de Paulo Afonso Vieira, onde foram emitidos títulos públicos irregularmente para o pagamento de precatórios do governo.
Já em 2006, foi o caso da Revista Metrópole, que acabou sendo usada pelo governo, e justamente quando Pinho Moreira era o governador, para favorecer o candidato Luiz Henrique da Silveira, através de propaganda irregular.
E se formos falar do PMDB de Blumenau, que tem na figura de Renato Vianna o grande coronel da sigla e também em Paulo França e César Botelho como os mais fiéis cordeirinhos, veremos que esse partido é diferente porque, apesar de nunca ganhar uma eleição majoritária, sempre está à procura de cargos para seus comparsas, como aconteceu no governo dos prefeitos Décio Lima (PT) e João Paulo Kleinubing (DEM).
Por não terem a força do voto, acabam se pendurando em candidatos de outros partidos, com propostas indecorosas, que sempre vem contra aos interesses da população.
Esse é o PMDB diferente que usa e abusa das administrações.
Mas o pior é que tem gente que aceita. Só para lembrar, desde 1992 que o PMDB de Blumenau não tem um candidato a prefeito capaz de vencer uma eleição na cidade e dificilmente terá nos próximos dez anos, mas provavelmente estarão mamando, mais uma vez, na teta da prefeitura no próximo governo, independente de qual partido seja o próximo prefeito.
É por isso que ele é tão diferente!

SÓ PARA LEMBRAR

Para os que não lembram ou não ficaram sabendo, de maio de 2006 a janeiro de 2007, o filho de Pinho Moreira (governador na época), Eduardo Pinho Moreira Filho, foi contratado temporariamente pela Prefeitura de Florianópolis para prestar serviços como médico no Programa de Saúde da Família na unidade de saúde de Canasvieiras, recebendo a quantia de R$ 4,5 mil por mês.
Segundo funcionários daquela unidade e o próprio Sintrasem (Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de Florianópolis), ele nunca prestou serviços como médico por lá.
Ele recebeu também, durante alguns meses, um auxílio gasolina de R$ 1,1 mil referente a alguma coisa que a administração de Dário Berger, do PMDB, não quis explicar na época.
Todas essas denuncias foram encaminhadas para o Ministério Público no dia 21/05/2008, mas até agora nada aconteceu.
Em fevereiro deste ano ele, o filho, foi nomeado pelo Diretor do Detran/SC, Vanderlei Rosso, para avaliar a aptidão física e mental de motoristas no Ciretran de Florianópolis.
Vanderlei Rosso é filiado no PMDB, já foi prefeito de Urussanga de 2001 a 2004, e teve as contas da sua gestão rejeitadas, em 2003, pela Câmara de Vereadores da cidade e pelo Tribunal de Contas do Estado porque não investiu os 15% da arrecadação da cidade na saúde, como manda a lei.

PERIGO

Nos episódios de falta de água na Velha, no aumento da passagem de ônibus e nos mantimentos que tiveram a data de vencimento vencido e foram parar no aterro sanitário, a Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Blumenau não soube trabalhar a contento. Faltou estratégia e conhecimento para lidar com assuntos espinhosos.
Será que o advogado Cássio Quadros, que já comandava interinamente a secretaria, saberá lidar com outros assuntos difíceis que surgirão na administração, como a falta de água na Itoupava Central e a falta de funcionários nos Centros de Educação Infantil da cidade?
Alem desses problemas, outros que ainda não vieram à tona, como a falta de sintonia com alguns vereadores, poderão dificultar a vida do novo secretário.
Vai se segurar no cargo só com a ajuda de Malfitano e por ser amigo do prefeito, pois se depender do conhecimento de causa, poderá ter que sair.

PERGUNTAR NÃO OFENDE

Como o governo federal distribuiu, em 2008, aproximadamente R$ 147 milhões para o MST (fonte: Revista Veja), mesmo sabendo que eles estão agindo de forma ilegal, contra a constituição, na invasão de terras produtivas, matando gente inocente e despejando agricultores que produzem legalmente?
Será porque o tal de José Rainha é o grande amigo do presidente Lula?
Vai saber.



Sérgio Eduardo de Oliveira – 08/03/2009

Um comentário:

  1. E por ser filho de politico nao pode trabalhar? Nao foi nomeado para o detran, mas sim CREDENCIADO para realizar tais atendimentos. O cara e' medico, faz cursos , se prepara e nao pode exercer sua profissao? peraeee...Conheco o Dr Eduardo Moreira Filho, estudei com ele na Univali-Itajai e ele nao merece isto ai que tais falando nele.
    Liguei pra ele que me disse realmente ter trabalhado na prefeitura da capital no Programa de saude da familia (como faz quase todo medico recem formado). ME afirmou que houve erro em sua lotacao (trabalhou nos postos do centro e da agronomica, estando ``lotado`` em canasvieiras) e por este erro recebeu 2 ou 3 meses sem trabalhar (Dinheiro este que, segundo o proprio, ja foi devolvido `a prefeitura atraves da secretaria de saude).Fiz este texto em defesa de um grande amigo que fiz na epoca de faculdade e que nao deve ser desrespeitado assim numa coluna de politica por ser filho de politico. Repito, respeito `a uma pessoa que se preparou e e' capaz de exercer suas funcoes, seja filho de quem for. Como ele mesmo me disse, se fosse credenciado o fulano da silva ninguem falava nada, mas como tem o mesmo do pai dai nao pode. Para com isso.. Jorge

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