terça-feira, 10 de março de 2009

A RESPOSTA


foto: Hamilton Antônio (arquivo)

Como havia escrito numa nota do mês de fevereiro, ouvi um participante do programa do radialista Armindo Vogue, da Rádio Blumenau AM, afirmar que o vice-prefeito de Blumenau, Rufinus Seibt, teria dito que era favorável ao aumento da passagem do ônibus e do número de comissionados na prefeitura de Blumenau.
Enviei e-mail para Rufinus, através da sua assessoria e recebi a resposta, através do competente assessor Jaime Avendano, que o vice-prefeito não iria falar sobre esses assuntos.
Claro que ele não vai falar, até porque antes das eleições ele disse que era contra, mas agora, já eleito, prefere se esconder atrás da sua gaita.
Afinal, para os políticos, dá-se ao povo pão e circo e nada mais, principlmente nas horas espinhosas.
Vamos ver na próxima vez que ele concorrer a algum cargo.
Só posso agradecer o empenho do assessor, que sempre auxilia esse blogueiro.

PREOCUPADOS



O advogado do governador Luiz Henrique, Eduardo Alckmin, espera a publicação da rejeição do 12º recurso para entrarem com pedido de intervenção do STF no caso, para que a defesa possa acrescentar provas a defesa.
Mas há no próprio Tribunal Eleitoral um grande obstáculo, pois esse recurso deverá passar pelas mãos do Ministro Carlos Ayres Britto, o mesmo que negou o recurso anterior.
A cúpula governista de Santa Catarina começa a se preocupar, pois já cogitam a possibilidade de renúncia para que Luiz Henrique tenha a chance de, pelo menos, concorrer ao Senado em 2010.
Mas ainda há a preocupação maior de manter a tríplice aliança. Caso ele e Pavan tenham que renunciar, a tríplice aliança poderá ter novo integrante. O PP, que tomaria o lugar do PMDB, que seria obrigado a se contentar com a vaga de vice de Ideli, coisa que Luiz Henrique não quer nem pensar.
Como a atual tríplice aliança tem aproximadamente 70% do comando dos municípios em SC, com a entrada do PP e saída do PMDB, a nova tríplice aliança continuaria forte, deixando os peemedebistas sem fôlego para vencer a majoritária e principalmente sem a garantia de vitória da candidatura ao senado do governador Luiz Henrique da Silveira.
Para ele, o negócio é se aposentar daqui a oito anos como Senador da República.
Para isso, precisa garantir o seu lado ainda esse ano.

JOÃO MARCATTO PODE SER MUNICIPALIZADO

Ontem aconteceu uma reunião entre a diretoria do Grêmio Esportivo Juventus, a prefeito de Jaraguá do Sul, Cecília Konell (DEM), o ex-prefeito Ivo Konell, e o secretário de Esportes e Turismo do município, Ronaldo Raulino, que é o idealizador da municipalização do Juventus para que a prefeitura possa pagar a dívida do clube que representa a região no campeonato estadual, que gira em torno de R$ 1 milhão. Em contrapartida, o município ficará com a sede social e o estádio João Marcatto, orçado em R$ 10 milhões.
O Juventus tem seus bens penhorados pela Justiça por causa das dívidas e se não for municipalizado, a Prefeitura, por Lei, fica impedida de auxiliar financeiramente o clube. Para o secretário Ronaldo, a única solução é municipalizar o Estádio. E entre os membros da diretoria, até ontem só o presidente do clube, Ildo Vargas, era contrário à municipalização da sede do Juventus, alegando que os doadores dos lotes que compõem a área da sede do clube, no bairro Jaraguá Esquerdo, poderiam se sentir ofendidos. Demais membros que compõem a recente diretoria empossada concordam com a municipalização do estádio, até porque a promessa desta administração municipal é a de investir no futebol profissional. Outro motivo importante é a intenção de Falcão, ídolo mundial do futsal, de, informalmente, querer fazer uma parceria de apoio com o Grêmio Esportivo Juventus, colocando no clube jogadores da sua escolinha e atletas que ele detém o passe como empresário desportista.
Mas Falcão não formalizará essa parceria se o clube estiver com essas dívidas e se o estádio continuar sendo anunciado na mídia que está indo a leilão, como muitas vezes já foi publicado.
É uma boa solução para o futebol profissional de Jaraguá do Sul. É a iniciativa do poder público unindo-se com o a vontade do setor privado em resolver o problema.

REPRESENTAÇÃO 1



A Corregedoria da Câmara dos Deputados já recebeu a representação feita pelo líder do PSDB, deputado José Aníbal (SP), contra a deputada Luciana Genro (PSol-RS).
Aníbal alegou que a deputada quebrou o decoro parlamentar ao acusar sem provas, segundo Aníbal, a governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius (PSDB), de envolvimento em atos de corrupção. O líder espera que o caso seja levado ao Conselho de Ética e Decoro Parlamentar.
Luciana Genro se disse indignada com a iniciativa do líder tucano que, segundo ela, é uma tentativa de cercear o mandato de quem combate a corrupção.
Em nota oficial divulgada na última sexta-feira, o PSol enfatiza que vai continuar a exigir a apuração das denúncias que envolvem o primeiro escalão do governo estadual do Rio Grande do Sul. O corregedor, deputado Antonio Carlos Magalhães Neto (DEM-BA), deverá tomar as providências sobre a representação na terça-feira (10).

REPRESENTAÇÃO 2

Na quarta-feira passada, Luciana Genro reafirmou as denúncias contra o governo de Yeda Crusius. Ela disse que as provas existem e foram vistas por integrantes do PSol e que os documentos estariam com o Ministério Público Federal e com uma juíza da comarca de Santa Maria (RS), protegidos por sigilo judicial.
"Eu vou ao Conselho de Ética com muita tranquilidade e vou aproveitar a oportunidade, ao me defender, para pedir ao conselho que requisite ao Ministério Público do Rio Grande do Sul esse material", disse a deputada. "Vou demonstrar que não fiz acusações sem provas, mas sim fundadas em documentos", acrescentou.



Sérgio Eduardo de Oliveira – 10/03/2009

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