sábado, 4 de abril de 2009

EU VOLTEI 1



O prefeito João Paulo Kleinubing, de Blumenau, assume o comando da prefeitura depois de quase dez dias de férias, onde participou com outros prefeitos e também com o vereador e líder do governo na Câmara, Marcelo Schrube, de um congresso do Democratas nos Estados Unidos.
Vai encontrar a administração sem muitas mudanças, mas com mais um pepino para resolver.
É que antes de sair de férias, o prefeito recebeu o vereador Fábio Fiedler que acabou confidenciando para João Paulo que seu companheiro de partido e também vereador, Jovino Cardoso Neto, não votaria favorável ao projeto do Samae a pedido do vereador Deusdith de Souza (PP).
O prefeito não gostou e acabou segurando as nomeações do pessoal indicado por Jovino para integrar a administração.

EU VOLTEI 2

E já na próxima segunda-feira, Kleinubing vai ter duas alternativas sobre esse caso: ou nomeia o pessoal de Jovino e finge que nada aconteceu, ou bate de frente com o vereador e companheiro de partido e agüenta as conseqüências.
O que se sabe é que João Paulo já se interou dos últimos acontecimentos, inclusive do pedido de CPI feito pelo vereador Deusdith, que compõe a base governista, e que pretende conversar com Nelson Santiago, presidente do DEM, para dar um basta em toda essa disputa por cargos entre os partidos e também entre os vereadores.
Muita coisa pode mudar a partir de segunda quando o prefeito assume novamente as rédeas da carroça. Só não se sabe em qual direção ele vai conduzi-la.

SEPARAÇÃO



A relação do governador Luiz Henrique com o presidente do PMDB em SC, Eduardo Pinho Moreira, está chegando no ponto de rompimento definitivo. Tudo começou quando o governador dividiu a Celesc em duas, a Celesc Holding, presidida por Pinho Moreira, e a Celesc Distribuição, Presidida por Sérgio Alves. Eduardo tentou colocar na diretoria da Celesc Distribuição alguns membros da sua confiança para tentar continuar com o comando político da empresa, mas Luiz Henrique vetou. Sérgio Alves é um empresário de Joinville de total confiança de Luiz Henrique e foi conduzido ao cargo justamente para diminuir o poder de Pinho Moreira no governo.
Agora, com a cobrança de Moreira para que o governador se engaje no projeto do PMDB de ter a cabeça de chapa na tríplice aliança, leia-se Eduardo como candidato ao governo, as coisas pioraram e pode sepultar a relação entre os dois.
Luiz Henrique nunca confirmou publicamente, mas alguns peemedebistas mais próximos confidenciam que o governador não vai fazer muita força para que Pinho Moreira tenha êxito nessa empreitada. Segundo essas mesmas fontes, o compromisso dele é com Jorge Bornhausen e com o DEM, ou seja, Colombo como candidato do governo.
Vamos esperar para ver se é verdade.

PERGUNTAR NÃO OFENDE



No dia 22 de setembro de 2008 o fiscal do TRE, Paulo Sérgio Tamazia, protocolou uma denúncia de distribuição de gasolina para simpatizantes da coligação “Blumenau de Todos”, do então candidato Décio Lima (PT).
O caso, que ocorreu no posto Via Sul, localizado na rua Itajaí nas proximidades do Hospital Santo Antônio, estava sendo investigado pela delegada Rose Serafin a pedido da Promotoria de Justiça de Blumenau.
Na época, a delegada chegou a confirmar que tinha em mãos uma lista com o nome e placas de motos dos beneficiados que, segundo os autos do processo, iriam participar de uma carreata organizada pela coligação.
Eles estavam, segundo a delegada, desrespeitando a lei 299 do código eleitoral, e tanto o candidato como os participantes estavam sujeitos as penalidades descritas na lei.
O código 299 diz que: “Dar, oferecer, prometer, solicitar ou receber, para si ou para outrem, dinheiro, dádiva ou qualquer outra vantagem, para obter ou dar voto e para conseguir ou prometer abstenção, ainda que a oferta não seja aceita”.
Sendo configurada a existência do referido delito, o infrator se sujeitará, no âmbito penal, a pena de reclusão de quatro anos e o pagamento de cinco a quinze dias multa. Ocorre ainda, no campo político, a pena de inelegibilidade do candidato, no caso de corrupção ativa, pelo período de oito anos”.
Sugiro aos colegas de rádio de Blumenau que entrevistem o promotor eleitoral da época e também a delegada Rose para saber o que aconteceu com os processos das eleições municipais de 2008.

EXECUTIVA NACIONAL



O senador Francisco Dornelles foi reeleito para presidir o Partido Progressista pelos próximos dois anos. Da chapa que reelegeu Dornelles, constam também como o 1º vice-presidente, deputado federal Ricardo Barros, o como segundo vice-presidente, o deputado federal de SC, João Pizzolatti.
Com isso, Pizzolatti passa a ter mais poder de barganha dentro do partido, principalmente em Blumenau, onde tem uma queda de braço interna com o ex-vice-prefeito de Blumenau, Edson Brunsfeld.
O deputado também já ensaia uma provável candidatura à prefeitura de Blumenau em 2012, tendo que primeiro procurar se reeleger para a Câmara dos Deputados em 2010.
Caso consiga, começa a colocar em prática a saída do PP do governo de João Paulo, iniciando o papel de oposição para disputar, possivelmente com o PT, a vaga que hoje é ocupada por Kleinubing.
Claro que tudo passará primeiro pelo resultado das urnas do ano que vem, mas a saída do PP da prefeitura de Blumenau é dada como certa em no máximo dois anos.

APERTEM O CINTO

O projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) chega ao Congresso no próximo dia 15. Para o relator da proposta, deputado Wellington Roberto (PR-PB), a tramitação da LDO é o momento certo para os parlamentares discutirem formas de compensar as prefeituras brasileiras pela redução dos repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM).
Com a queda da arrecadação dos tributos que compõem o fundo (IPI e Imposto de Renda), desde janeiro os municípios estão recebendo menos recursos. Além disso, o governo federal está descontando do FPM as dívidas das prefeituras com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Segundo a Secretaria do Tesouro Nacional, em fevereiro o repasse caiu 12,9% em relação ao mesmo mês de 2008. Em março a queda foi de 11,6%.
O deputado Wellington informou que tem município que não está nem conseguindo repassar a cota da câmara municipal ou fechar a folha de pagamento e que essa situação tende a se agravar porque não há previsão de melhora na arrecadação federal.
Ele disse que é simpático à idéia que vem sendo discutida na Câmara de criar uma espécie de gatilho para o FPM, de modo que toda vez que a arrecadação cair em relação ao ano anterior, o Tesouro Nacional complemente a diferença.
O prefeito que não segurar a gastança, pode se complicar com a lei de responsabilidade fiscal.




Sérgio Eduardo de Oliveira – 04/04/2009

Um comentário:

  1. JPK poderia ter ficado nos Estates... Por aqui o Rufinos estava colocando a cidade nos trilhos novamente... vamos mandar de volta JPK para longe rsrsrsrs

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