quarta-feira, 22 de abril de 2009

SEM SACOLAS

Em 2008 um grupo de supermercadistas de Xanxerê, no meio Oeste de SC, teve a idéia de não mais fornecerem sacolas plásticas gratuitamente para seus clientes a partir de 31 de março deste ano. Com isso os compradores de todos os mercados e mini mercados da cidade se obrigaram a comprar as sacolas ecologicamente corretas, as sacolas retornáveis, que são vendidas nos estabelecimentos ao preço de R$ 5,90 ou R$ 6.90, dependendo do modelo.
As sacolas plásticas que não mais são distribuídas gratuitamente nos mercados da cidade, mas ainda não sumiram por completo. Elas são vendidas para os clientes, em pacotes com 5 unidades, ao preço de R$ 0,50. Com isso, clientes quem não tem as sacolas retornáveis, se obrigam a gastar, no mínimo, R$ 0,50 a mais na compra só para poder levar a mercadoria comprada para casa, isso se a compra não for muito grande.
Mas quem mais agradecer com essa medida foi o meio ambiente, que recebia toneladas por mês de sacolas plásticas, que eram jogadas por moradores em todo o canto da cidade.
Hoje, com o apoio da prefeitura, Xanxerê é a primeira cidade do estado a banir as sacolas plásticas de todos os mercados do município.
E vi com meus próprios olhos que por lá os munícipes levam a sério essa nova medida.


O ASSUNTO MAIS COMENTADO



Sem dúvida, o assunto mais comentado do feriado foi o abuso dos deputados federais com as passagens aéreas. Os líderes dessa farra são os deputados Mário Negromonte (PP-BA), com 23 passagens aéreas usadas por ele, pela mulher e filhas, e pagas com dinheiro público, para ir de São Paulo a Nova Iorque. Em segundo aparece o deputado Fernando “Coruja” Agostini (PPS), de Santa Catarina, com 19 passagens internacionais, sendo que 8 serviram para levar a família para conhecer a cidade de Paris, na França.
O deputado Henrique Alves (PMDB-RN), aparece em terceiro com 13 passagens aéreas, que serviram para levar a família para Miami, Nova Iorque e Buenos Aires.

A FARRA DAS PASSAGENS

Nenhum deputado se sente culpado pelo mau uso do dinheiro público porque, segundo as normas do Congresso, cada deputado pode usar a sua cota como bem entender, ou seja, pode levar a família e amigos para onde quiserem, mesmo sabendo que quem vai pagar a conta é a população brasileira.
Só para se ter uma idéia, sete membros do Conselho de Ética da Câmara, que serve para cuidar dos abusos praticados por parlamentares, estão na lista dos que mais usaram as passagens em benefício da família. O presidente da casa, deputado Michel Temer (PMDB), também aparece na lista.
Mas a grande incógnita que aparecer, foi saber o porque os deputados eleitos por Brasília também recebem esse benefício, pois segundo os próprios deputados federais, essas passagens são utilizadas para visitar os eleitores das suas bases eleitorais.
Os deputados brasilienses acabaram usando as suas cotas de passagens aéreas pagas pela Câmara, ou melhor, pelo povo, para irem para o Rio de Janeiro, principalmente nos fins de semana.
É mole?

IMORAL



Não só essa, mas também a farra no Senado Federal é bastante usual. O próprio Presidente, Senador José Sarney (PMDB-AP), foi quem nomeou 50 dos 180 diretores existentes naquela casa. Ele também transferiu um grupo de seguranças do Senado para cuidar da sua casa, no Maranhão, com medo de represálias em virtude da briga política naquele estado. O curioso é que ele, mesmo tendo sido eleito pelo Amapá, acaba levando os serviços e as benesses do Senado para as suas propriedades no seu estado natal, o Maranhão, onde hoje sua filha, Roseana Sarney, passou a ser a nova governadora.
Tudo é muito claro, só a justiça e o ministério público é que não vêem nenhum crime em tudo isso.

IMPOSTO EM CRESCIMENTO

Segundo matéria publicada no site Noticenter (http://www.noticenter.com.br/), a arrecadação com o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) em Santa Catarina aumentou, de 2007 para 2008, 5,9%. Em 2007, foram arrecadados R$ 49 milhões. Já em 2008, o montante passou para R$ 51.9 milhões.
As cidades do estado que mais arrecadaram com esse tributo em 2008 foram Joinville, com pouco mais de R$ 5 milhões, seguida por Blumenau, com R$ 2,8 milhões, e em terceiro apareceu a cidade de Itajaí, com R$ 2,7 milhões.
Se você quer ler a matéria na íntegra, acesse o site do Noticenter e veja quais cidades tiveram o maior e o menor crescimento na arrecadação com esse imposto.

GERAÇÃO DE EMPREGOS

Blumenau lidera a geração de empregos em SC nesse primeiro trimestre de 2009, com 2600 novas vagas. Até o ano passado quem ocupava o primeiro lugar na geração de postos de trabalhos em SC era a cidade de São José, na Grande Florianópolis.
Mas o panorama estadual, no mesmo período, é negativo. Santa Catarina ficou com um déficit de 293 vagas nestes primeiros três meses de 2009.
Mesmo com todo o empenho dos governos estaduais e federal, as empresas estão mesmo cortando os postos de trabalho como forma de tentarem diminuir o efeito da crise mundial.

R$ 300 MILHÕES PARA OS ESTADOS ATINGIDOS

Está tramitando na Câmara dos Deputados a Medida Provisória de número 461/09, que libera R$ 300 milhões do Orçamento Federal para o Ministério da Integração Nacional aplicar em ações de defesa civil nos municípios em situação de calamidade pública provocada por cheias e secas entre outubro do ano passado e março deste ano.
Segundo o Governo Federal, R$ 220 milhões serão usados para socorro e assistência às vítimas e R$ 80 milhões para recuperação de danos nas regiões mais atingidas. Esta é a nona MP editada pelo executivo em 2009.
Esse montante vai ser destinado aos estados como Santa Catarina, Amazonas, Rio de Janeiro, Sergipe e Paraíba. Nos três primeiros, os danos foram provocados por fortes chuvas e enchentes. Nos dois últimos, a tragédia foi causada por uma forte estiagem.
Segundo a MP 461, os recursos para a abertura do crédito virão do superávit financeiro verificado nas contas de 2008. A MP tem prazo de validade até o dia 27 de agosto e passará a trancar a pauta da Casa onde estiver tramitando a partir do dia 31 de maio.




Sérgio Eduardo de Oliveira – 22/04/2009


Nenhum comentário:

Postar um comentário