sábado, 30 de maio de 2009

ENCURRALADOS 1

Na noite de ontem, no Viena Park Hotel, aconteceu a audiência pública organizada pelo Samae de Blumenau para discutir a concessão do sistema de esgoto sanitário da cidade para a iniciativa privada.
Estiveram presentes mais de cem pessoas, entre elas o presidente do Samae, Luiz Ayr Ferreira da Silva, e o secretário de comunicação Cássio Quadros que representaram a Prefeitura. Também participaram dessa audiência os vereadores Deusdith de Sousa (PP) e Jefferson Forest (PT), os advogados Ivan Naatz (PV) e Célio Hohn (PCdoB) e muitos manifestantes que acabaram não concordando com o encaminhamento dado pelos representantes do governo gerou-se uma grande confusão.
Primeiro todos assinaram uma lista de presença, que seria anexada aos documentos da concessão, como prova da realização das audiências, exigidas pela lei de concessões do município. Mas como a grande maioria não estava satisfeita com o encaminhamento da reunião, pediram para retirar o nome da lista, o que não foi aceito pelos membros do governo.

ENCURRALADOS 2

A partir daí criou-se um tumulto e grande parte dos participantes partiu para cima dos integrantes da mesa e retiraram a força a lista das mãos de Luiz Ayr.
Houve muito bate boca com os representantes da prefeitura, que acabaram encurralados num canto, apenas protegidos por outros membros da mesa para que não acontecesse nenhuma agressão física.
Essa primeira audiência acabou pior do que começou; com muita confusão e nenhuma ação prática de ambos os lados.
Acho muito difícil haver um progresso, pois a prefeitura e o Samae querem de qualquer forma aprovar essa espécie de privatização na Câmara, e os contrários não querem de jeito nenhum que a matéria vá à frente.
Então, mais uma vez, tudo vai acabar pro judiciário decidir.
Será que não é muito mais fácil fazer o certo desde o início. Para nós é, mas às vezes não se pode dizer tudo porque o tudo não faz parte do certo.
E é aí que o bicho pega.
Através do link abaixo você consegue acessar o edital disponibilizado pelo Samae na sua página na Internet.
http://www.samae.com.br/arquivos/edital_samae.pdf

AMIN NO PASSANDO A LIMPO 1



Conversei pelo telefone com o ex-governador Esperidião Amin, ontem a tarde no programa Passando a Limpo. A conversa foi breve, mas bastante produtiva.
Amin disse aceitar a decisão do TSE por entender que, mesmo não concordando, é importante valorizar o judiciário porque o juiz vota de acordo com a sua consciência até que se prove o contrário.
Mesmo assim, disse que nos 7 votos dos juízes na última quinta-feira, como também nos 6 votos do TRE catarinense e também nos 3 votos do TSE, no ano passado, todos entenderam que houve o crime e o abuso do poder econômico e político.
O que eles, os juízes, não conseguiram mensurar, segundo Amin, foi “se houve potencialidade para que determinada ação, delituosa, comprovada, se esta ação teve a potencialidade, a dimensão, a capacidade de alterar o resultado da eleição”.

AMIN NO PASSANDO A LIMPO 2

Num outro trecho da minha conversa com Amin, ele disse que “...quando o juiz não sabe se o Diário Catarinense é importante ou não; se o jornal A Notícia é importante ou não; se o Jornal de Santa Catarina é importante ou não, ou houve falha na argumentação ou a pessoa não quer saber a importância desses órgãos de comunicação para o estado. Alguém perguntaria se o jornal Folha de São Paulo tem repercussão no Brasil? Acho que não”.
Na argumentação de Esperidião, ficou claro que os juízes não levaram em conta a importância desses e de outros jornais e revistas para SC, se baseando apenas num detalhe que acabou absolvendo um candidato que, no entendimento dos próprios juízes, cometeu um crime eleitoral.
Quando perguntei sobre o outro processo movido pelo PP contra Dário Berger, prefeito de Florianópolis, Amin respondeu que:
“...eles ficam dizendo que quem recorre ao judiciário é rancoroso; quem não recorre ao judiciário é mafioso! Quem é que tem medo do judiciário? É o mafioso. Então o governador ta cometendo um erro ao confundir recorrer ao judiciário, com rancor. Recorrer ao judiciário é do estado democrático de direito. Tá buscando seu direito”.

OS FATOS APONTADOS

Amin, na entrevista, disse também que “...foram apontados fatos ocorridos em 2005 e 2006, como o da Revista Metrópole, o livro A Descentralização no Banco dos Réus que mostra como tudo isso era operado e finalmente o caso da isenção do IPVA das motos. São fatos que representam abuso e, como disse o presidente do TSE, Carlos Ayres Britto, são crimes que, segundo uns tiveram a possibilidade de afetar o resultado e segundo outros não, ou seja, é uma avaliação subjetiva. Objetivamente, houve crime e, portanto, é uma absolvição com crimes, não é uma absolvição de cara limpa”.

OUTRAS FRASES DE AMIN

“... quando um agente da polícia federal, em 2007, entrou na minha sala de aula, na UFSC, para trazer uma intimação para depor na polícia federal sobre dois processos movidos pelo Luiz Henrique e por Max Bornholdt, por ele ter acusado a ambos de terem nomeado Aldo Hey Neto, que foi preso pela polícia federal na operação Dilúvio com quase R$ 3 milhões na sua casa em Jurerê, e eles me acusaram de calúnia, eu nem fui para a imprensa. Fui na polícia federal, depus, e confirmei”.

“...e se no inquérito da polícia federal diz que ele (Aldo Hey Neto) tava tomando R$ 100 mil por conta daquele Compex, de exportadores para autoridades superiores, e superior é o secretário da fazenda ou o governador, mas não fui eu que falei isso, foi ele (se referindo ao Hey Neto). E o processo é da polícia federal, que ta com o dinheiro dele até hoje”.

“Então acho que o governador, que já foi um bom advogado, não deveria confundir recorrer ao judiciário com rancor. O caso do prefeito de Florianópolis não fui eu que inventei. O TSE diz que prefeito itinerante tem que ser cassado, já foram cassados 4 ou 5. Ele vai ser cassado também, não pelo Esperidião Amin, mas pela Constituição que diz que não pode ser eleito três vezes para o mesmo cargo no executivo. Não é o Esperidião Amin nem o rancor, é a lei. E a lei está acima dos homens, do bom humor ou do mau humor”.

“Na sexta-feira passada o governador do estado, num discurso na Fiesc, que eu assisti, eu estava presente, eu ouvi, não vaiei, ele disse que segurança pública de Santa Catarina está nos níveis da Bélgica. Pô, aqui em Florianópolis já tivemos numa única vês sessenta e poucos fugindo do Cadeião do Estreito, que é uma obra clandestina, irregular. A segurança pública está entregue a politicagem”.

OS VÍDEOS DO UOL

No fim da conversa com Amin, ele citou a entrevista da Sra. Carmen Hostin, de Ilhota, no site do UOL.
Então deixo o link dessa entrevista e também de outra moradora do Morro do Baú, também em Ilhota. Vale a pena conferir.

http://tvuol.uol.com.br/permalink/?view/id=sc-seis-meses-depois-das-cheias-ava-relata-perda-dos-netos-0402356CDC813346/user=1575mnadmj5c/date=2009-05-29&&list/type=search/q=ilhota/edFilter=all/time=all/


http://tvuol.uol.com.br/permalink/?view/id=sc-seis-meses-depois-das-cheias-moradora-lembra-drama-04023666D4813346/user=1575mnadmj5c/date=2009-05-27&&list/type=search/q=ilhota/edFilter=all/time=all/


FLORIPA FORA

Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Brasília, Porto Alegre, Curitiba, Salvador, Recife, Fortaleza, Manaus, Natal e Cuiabá.
Essas serão as doze sedes da Copa do Mundo de Futebol de 2014, que vai se realizar no Brasil, segundo informações vindas de um informante da própria Fifa.
No próximo domingo, o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, junto com Joseph Blater, Presidente da Fifa, vão anunciar, direto das Bahamas, as cidades escolhidas para o mundial.
Foram montados telões nos estádios das cidades que terão jogos pelo Campeonato Brasileiro.
E só por um milagre que Florianópolis terá a chance de abrigar uma das chaves do campeonato, até porque a capital dos catarinenses não terá jogo da série A do brasileiro neste domingo. O Avaí jogará com o Internacional em Porto Alegra, no Beira Rio, que será um dos doze estádios que serão escolhidos para a Copa do Mundo de 2014.
Mais uma vez ficamos de fora da festa principal.

ENTREVISTA DE JENS MANTAU NA BLUMENAU AM



Conversei também, no programa Passando a Limpo da Rádio Blumenau, com o vereador e presidente da Câmara de Blumenau, Jens Mantau, sobre o caso do vereador Marçal.
Ele disse que a decisão de exonerar os dois funcionários que prestavam serviços para o vereador Vanderlei e para Jefferson Forest, ambos do PT, aconteceu numa reunião da mesa diretora no mesmo dia do caso da entrega das pizzas no plenário.
Mas disse também que a Câmara voltaria atrás dessa decisão se o vereador Jefferson Forest pedisse desculpas publicamente pelo ocorrido na sessão da quinta-feira passada, onde os dois assessores, cumprindo ordem do vereador petista, entregaram pizzas para a platéia por conta da absolvição do vereador Marçal no caso com a guarda municipal de trânsito no dia 30 de março.
O que me espanta é, se voltariam atrás da exoneração se o vereador Forest pedisse desculpas, porque então que exoneraram?
Porque não abriram uma sindicância interna para apurar melhor os fatos?
Porque tentar consertar um erro exigindo uma desculpa pública de um vereador da oposição?
Sinceramente, não posso concordar com a demissão do dois, que acabaram levando a pior em virtude de uma disputa entre a situação e a oposição.
É aquele caso; a corda sempre arrebenta do lado mais fraco.
Enfim, são mais dois desempregados em Blumenau. Bela agenda propositiva.



UM BOM FIM DE SEMANA PARA TODOS E ATÉ A PRÓXIMA SEGUNDA-FEIRA, QUANDO VOLTAREMOS COM MAIS INFORMAÇÕES.





Sérgio Eduardo de Oliveira – 30/05/2009


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