sexta-feira, 19 de junho de 2009

CASO NEI SILVA



Ontem o juiz Leopoldo Brüggemann, da 3ª Vara Criminal em Blumenau, começou a ouvir algumas testemunhas do caso da Revista Metrópole com o Governo do Estado, ocorrido em 2007 depois que Nei tentou cobrar uma suposta dívida de campanha. Foram ouvidos os empresários Paulo Barbieri, dono da Barbieri Painéis, e Silvio Rangel, proprietário de uma empresa de pesquisa em Blumenau. Foram ouvidas também Escolástica Moura e Viviane Moura, entrevistadoras de campo na área de pesquisas.
A próxima audiência vai acontecer em Brusque, onde a justiça vai ouvir o empresário e ex-secretário de Planejamento do governo estadual, Armando Hess de Souza, que pela primeira vez desde a prisão de Nei Silva deve ficar frente a frente com o dono da Revista Metrópole.
Outra audiência, com data ainda não definida, vai ser realizada na cidade de Indaial para que o juiz possa ouvir também Álvaro Pille, principal testemunha de defesa de Nei Silva.
Esse processo pode começar a esquentar bem na época das eleições do ano que vem.
Quem viver, verá.

COMISSÃO DE ÉTICA

Na sessão de ontem os vereadores de Itajaí aprovaram o projeto de resolução que cria a Comissão de Ética da Câmara Municipal. A proposta partiu da mesa diretora, que pretende apurar eventuais desvios éticos dos parlamentares. Os trabalhos devem se iniciar ainda este mês.
Instalada a bancada, seus membros elegem um presidente e um relator através de voto da maioria simples. Segundo Luiz Carlos Pissetti (DEM), presidente da casa, os vereadores muitas vezes são cobrados pela má conduta de políticos da esfera estadual e nacional, e essa comissão de ética se faz necessária para dar ainda mais transparência e uma maior tranquilidade para o cidadão. Já para o vereador da oposição Laudelino Lamim (PMDB), este é mais um avanço do Legislativo itajaiense.
A nova comissão será composta por seis parlamentares. Democratas, PDT, PMDB, e PP terão seus representantes por disporem de dois vereadores cada na atual legislatura. Já PR, PSDB, PC do B e PT, representados por um vereador, realizam sorteio que determina dois enviados dos quatro partidos concorrentes.

NOVA NORMA PARA O JORNALISMO

A decisão tomada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) de eliminar a exigência de diploma em jornalismo para o exercício da profissão de jornalista pode levar a Câmara dos Deputados a discutir uma nova regulamentação para a área.
O líder do governo, deputado Henrique Fontana (PT-RS), disse que existem características peculiares da profissão e que talvez se deva analisar mais profundamente se é ou não necessário algum tipo de regulamentação futura.
Para Fontana “não me parece que o tudo ou nada seja o adequado numa matéria como esta”.
Na avaliação do líder do PSC, deputado Hugo Leal (RJ), a decisão do STF não exclui a possibilidade de o Legislativo decidir de maneira diferente sobre o assunto. "Nós não temos mais a Lei de Imprensa. Tudo bem que era uma lei de 1967, uma lei de repressão. Agora não temos mais a exigência do curso de jornalismo. Então, o que vai virar isso?", questionou.

CONSEQUENCIAS



O presidente da Câmara, Michel Temer, não quis entrar no mérito da decisão de outro poder, mas constatou uma consequência imediata da medida. "Isso na verdade vai aumentar a concorrência, porque é claro que há os que se formam jornalistas e aqueles que não têm o curso. Vai aumentar muito a concorrência. Agora, eu não posso entrar no mérito de uma decisão proferida em caráter definitivo pelo Supremo", afirmou.
Já para o diretor da Federação Nacional dos Jornalistas, José Carlos Torves, o impacto da decisão do STF só será conhecido com precisão após a publicação do acórdão. No entanto, para ele, a medida favorece as empresas de comunicação. "Lamentamos que o STF, em prejuízo da sociedade, tenha atendido a esses interesses dos grandes grupos de mídia. E é realmente quem tem o interesse direto. Porque no momento em que se pode contratar qualquer pessoa sem formação, vai haver um impacto nos salários que são pagos aos jornalistas", ressaltou.

CONCESSÃO DO ESGOTO



O vereador de Blumenau Beto Tribess (PMDB) defendeu na tribuna da Câmara, ontem a tarde, a ampliação da discussão do gerenciamento do sistema de água e esgoto de Blumenau. Para ele é preciso que se tenha liberdade para debater assunto de tamanha relevância, lembrando também que as prefeituras de todo Brasil estão falidas, e que Blumenau não é exceção, encontrando dificuldades para investir nesta área.
“Hoje contamos com menos de 5% de rede implantada. Entregar para a iniciativa privada é a solução?” questionou o vereador.
“É preciso um debate amplo e com a participação dos vereadores, pois somos pagos com dinheiro público. Além do que, não podemos permitir a exploração errônea do serviço público”, advertiu.
Beto Tribess também relatou uma visita que fez ao Samae, estranhando alguns fatos que viu por lá. “No almoxarifado, servidores não sabiam onde encontrar um segundo equipamento de eletrofusão, utilizado para a solda de tubos, que deve ser operado por pessoal especializado”. O vereador também informou que algumas denúncias chegaram ao seu gabinete, e que pretende analisar com atenção nas próximas horas.
Será que o Samae tem alguma coisa para esconder?

LULA AQUI

No próximo dia 26 o Presidente Lula virá para Itajaí para assinar a nova lei da pesca e também a criação do Ministério da Pesca e Aquicultura.
A informação foi dada pelo próprio ministro Altemir Gregolin, que é de Santa Catarina. A solenidade deverá ocorrer às 10:00 horas nos Pavilhões da Marejada, mas ainda depende da confirmação da assessoria do Presidente.

EX-PREFEITO SAI DO PMDB

O ex-prefeito de Criciúma Anderlei Antonelli se desfiliou do PMDB na tarde de ontem. Acompanharam a decisão de Antonelli o ex-presidente da sigla em Criciúma, Rui Lucca, e o ex-vice-presidente da Juventude do PMDB na cidade, Fabio Jeremias. Anderlei, com o apoio do ex-vice governador José Augusto Hülse, do empresário Barata e do jornalista Ricardo Fabris, vai agora conversar com lideranças do PSDB, o PDT, o DEM e o PSB para decidir qual será o seu novo partido.
Em 2008, quando Antonelli ainda era prefeito de Criciúma e poderia ter concorrido a reeleição, a cúpula do PMDB daquela cidade decidiu colocar como candidato do partido o deputado Acélio Casagrande.
Com isso, o ex-prefeito acabou isolado dentro do PMDB, não restando ouro caminho senão procurar outro ninho para concorrer a Assembléia Legislativa em 2010.
Mas dizem em Criciúma que nem isso ainda é garantido.

MAIS VERBA PARA O PORTO

Através do deputado federal Paulo Bornhausen (DEM), o Porto de Itajaí receberá uma verba, que virá do crédito especial para dragagem de portos afetados pelas enchentes, de R$ 9 milhões. O valor inicial era de R$ 12 milhões, mas o governo federal deixou apenas R$ 3 milhões para o Porto de Itajaí. Mas graças à emenda do também deputado federal João Alberto Pizzolatti (PP), Bornhausen pode entrar com o destaque em plenário, garantindo assim mais R$ 6 milhões para as obras.
Já a Comissão Externa de Acompanhamento da Tragédia em Santa Catarina estará em Itajaí na próxima quinta-feira para fazer as vistorias no Porto.
A comissão vem com a intenção de avaliar o que foi feito até agora, pois as obras acabaram sendo interrompidas antes mesmo da sua conclusão.

PROTESTO CONTRA A TARIFA



Manifestantes que querem a revogação do aumento de 12% da passagem do transporte coletivo na cidade de Joinville, dormiram de quarta para quinta-feira defronte a prefeitura para tentar marcar uma audiência com o prefeito Carlito Merss (PT). Na manhã de ontem, próximo ao meio dia, o secretário de Infraestrutura, Luiz Alberto de Souza, recebeu os estudantes, que entregaram uma carta solicitando a audiência com o prefeito e também com os 19 vereadores da cidade, a revisão da concessão do transporte público e a não criminalização dos estudantes em virtude da manifestação ocorrida na Câmara de Vereadores no início da semana.
A manifestação, ao todo, durou aproximadamente 20 horas, que começou no legislativo municipal e terminou, na tarde de ontem, em frente a prefeitura de Joinville.
Isso prova mais uma vez que, das 5 cidades pólos de Santa Catarina (Florianópolis, Joinville, Blumenau, Criciúma e Chapecó), Blumenau é a única que acata tudo com passividade.
Infelizmente somos um povo acomodado demais.
Acorda Blumenau!



Sérgio Eduardo de Oliveira – 19/06/2009

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