quinta-feira, 18 de junho de 2009

MAIS RECURSOS

O prefeito João Paulo Kleinubing não participou da solenidade de ontem, na Câmara Municipal de Blumenau, de entrega do título de cidadão honorário para a deputada estadual Ana Paula Lima PT e para o deputado federal João Pizzolatti PP porque foi da Alemanha direto para Brasília, onde tem uma reunião na manhã de hoje com o representante do governo federal no departamento de Orçamento e Gestão para viabilizar mais verbas para a cidade.
Chegará a Blumenau, diferente daquilo que havíamos noticiado, somente na sexta-feira. Ainda não se confirmou oficialmente que as 247 pessoas inscritas no Auxilio Reação, que tiveram seus nomes enviados fora do prazo pela Prefeitura, irão receber o benefício a partir de julho. Segundo a assessoria de comunicação da Prefeitura de Blumenau, só o prefeito João Paulo poderá confirmar essa informação.

IPI ZERO CONTINUA

Segundo informações do Governo Federal, o IPI zero não vai acabar no próximo dia 30. O governo federal decidiu manter em zero o imposto sobre produto industrializado para manter o aquecimento das vendas de carros novos. A intenção é voltar a taxar os carros zeros gradativamente a partir de uma data que ainda não foi definida pela equipe econômica.
Com isso, acaba o sonho dos donos de revendas de carros usados de tentarem recuperar mercado a partir do próximo mês.

PRESTAÇÃO DE CONTAS



O vereador Fábio Fiedler (DEM), de Blumenau, fez uma prestação de contas, no seu pronunciamento na Câmara na última terça-feira, sobre a liberação de recursos às cidades atingidas por desastres naturais. O vereador, que preside a Comissão Especial de Fiscalização, falou das dificuldades que a cidade ainda enfrenta para a reconstrução e informou que ainda existiam 1.400 pessoas em moradias provisórias.
A maior cobrança de Fiedler foi para que haja uma agilidade maior na liberação de recursos do Governo Federal. Diante dos pedidos dos demais estados, o Democrata alertou para o fato de que Blumenau, um município de 300 mil habitantes, precisaria de R$ 700 milhões para se reerguer. Fiedler mencionou que R$ 30 milhões já haviam sido gastos com recursos do próprio município, sendo que o orçamento anual para manutenção é de apenas R$ 18 milhões. Fábio Fiedler pediu que se mudasse a lei para a liberação de recursos em casos de emergência, como o que aconteceu em 2008 no Vale do Itajaí.
Segundo ele, não dá para depender da burocracia em situações que se exija rapidez e agilidade.

PIRATARIA



Ontem a tarde aconteceu a reunião do Conselho Municipal de Combate à Pirataria. Com o intuito de inibir a pirataria em Blumenau, o vereador Napoleão Bernardes (PSDB) encaminhou ao Conselho um Pré-Projeto de Lei para ser discutido e aperfeiçoado pelos membros do referido Conselho.
Napoleão disse que em Santa Catarina, estima-se que a pirataria movimentou R$ 200 milhões. Esse valor, se declarado, representaria em impostos um repasse de R$ 34 milhões ao Governo Estadual. E, de acordo com pesquisas realizadas, calcula-se que, para cada emprego informal criado, seis formais sejam perdidos por ano por causa da pirataria.
O vereador defende a criação de leis que regulamentem o assunto da pirataria, pois diversos são os segmentos atingidos pela prática do crime e a cidade de Blumenau possui dois segmentos diretamente atingidos pela pirataria: Moda e Software. “Sou favorável à criação de leis que favoreçam o trabalhador, as empresas formais, a formalização dos negócios e a economia”, ressalta o parlamentar.
O Pré-Projeto será agora analisado pelos membros do Conselho para aperfeiçoamento e futura discussão na Câmara Municipal de Blumenau.

NEGOCIAÇÃO



A Comissão de Segurança Pública da Assembléia Legislativa de Sc aprovou requerimento do deputado Sargento Amauri Soares, que é vice-presidente, que pede audiência com o governador Luiz Henrique, com o secretários de Estado da Segurança Pública e Defesa do Cidadão, Coordenação e Articulação, Fazenda e Administração e representantes de servidores da segurança. O objetivo é discutir aumento salarial e plano de cargos e salários para o setor.
De acordo o requerimento, serão convidadas a Associação de Praças do Estado de Santa Catarina (Aprasc), representando os praças da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros, Sindicato dos Trabalhadores em Segurança Pública (Sintrasp), em nome dos policiais civis, e Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Estadual (Sintespe), representando os agentes prisionais.
O documento foi assinado pelos deputados Adherbal Deba Cabral (PMDB), Darci de Matos (DEM), Kennedy Nunes (PP), Nilson Gonçalves (PSDB) e Sargento Amauri Soares (PDT).

DUPLICAÇÃO DO HERCÍLIO LUZ

Uma comitiva de autoridades catarinenses, incluindo a senadoras Ideli Salvatti (PT) e o prefeito interino da Capital, João Batista Nunes, estiveram na tarde de ontem numa audiência com o Ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, para tratarem de uma alternativa de acesso para o aeroporto internacional Hercílio Luz, em Florianópolis. A proposta apresentada pela comitiva catarinense é a de duplicar o acesso já existente, inclusive a ponte, o que teria custo pré-estimado de R$ 60 a 70 milhões, ou seja, “mais barata que outras propostas existentes”, segundo a Senadora Ideli.
Ideli informou para Alfredo Nascimento que há uma emenda coletiva de bancada no Ministério das Cidades no valor de R$ 19 milhões que poderia ser utilizada para esta finalidade. Para tanto, é preciso a apresentação de um projeto para utilizar este recursos, já definidos no Orçamento da União deste ano. Também participou dessa reunião o presidente do Avaí, João Nilson Zunino, que se comprometeu a conversar com a Associação Comercial da capital e com a Prefeitura a fim de apresentar um projeto que viabilize a utilização dos recursos do Orçamento da União.

A DECISÃO DO STF 1

Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiram na noite de ontem, por oito votos a um, que não é mais necessário o diploma para exercer a profissão de jornalista. O Ministro Marco Aurélio Mello foi o único que defendeu a manutenção do diploma
A partir de agora fica no entendimento de cada veículo de comunicação em exigir ou não o diploma e o governo não mais poderá intervir nessa questão
Tudo começou quando o Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão de São Paulo (Sertesp) e o Ministério Público Federal entraram com uma ação no Supremo pedindo o fim da obrigatoriedade do diploma.
O Ministro Gilmar Mendes, presidente do STF e relator do caso, diz que votou contra a obrigatoriedade do diploma porque “a profissão de jornalista não oferece perigo à coletividade”.
Já o ministro Cezar Peluso seguiu o raciocínio, dizendo que essa decisão “não garante eliminação do mau exercício da profissão, à deficiência de caráter, ética, de cultura humanística e até de sentidos, ou seja, não existe, no campo do Jornalismo, o risco que venha da ignorância de conhecimentos técnicos”.

A DECISÃO DO STF 2

Para a tomada da decisão de não mais se exigir o diploma para exercer a profissão de jornalista, os ministros seguiram os argumentos de Taís Borjas Gasparini, advogada do Sertesp, que defendeu que "o Jornalismo não deve ser comparado às profissões de médico, engenheiro ou piloto de avião".
Para ela, ao contrário destas profissões, o Jornalismo é um exercício puramente intelectual, dependendo talvez do domínio da linguagem e do vasto campo de conhecimentos humanos. Mas muito mais que qualificação, é a lealdade, curiosidade, sensibilidade e ética que o jornalista deve ter. A obtenção desses requisitos não se encontra nos bancos da faculdade.
Já para o advogado da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), João Roberto Fontes, o jornalismo já foi chamado de quarto poder da República. Como, então, não é necessário o conhecimento específico pra ter poder desta envergadura? É evidente o efeito devastador de uma notícia feita por um inepto. A divulgação de um balanço errado é uma catástrofe que se multiplica em segundos pelo mundo inteiro.
Os ministros Joaquim Barbosa e Carlos Alberto Menezes Direito não estavam presentes na sessão.

MINHA OPINIÃO

Acho que, com essa decisão desastrosa para o jornalismo no Brasil, vai se acabar com toda uma base teórica importante que o acadêmico recebe nos quatro anos para a sua formação. Não é apenas achar que se pode exercer uma profissão só com talento e prática. Só quem passa quatro anos dentro de uma universidade em busca do diploma de jornalista, sabe o tamanho da bagagem teórica que se leva para a vida e para o exercício da nossa profissão.
Além do mais, se aprende muitas técnicas para fazer um texto jornalístico de verdade, para se editar uma sonora, para se editar um vídeo e também para buscar uma informação sem passar dos limites da ética jornalística.
É o mesmo que chegar para um advogado e pedir que ele vá para um tribunal defender uma causa. Ele até pode ter talento e vontade, mas não vai ter o conhecimento necessário para fazê-lo.
Mas como tudo nesse mundo passa pelo lado econômico, acabou-se com a exigência do diploma para, futuramente, poderem contratar pessoas que aceitem fazer o “mesmo serviço” por um valor mais baixo do que o piso da categoria.
Acabaram com o diploma de jornalista, com os cursos de jornalismo e com o sonho de quem um dia desejava ser respeitado pelo seu país.
Mas eu vou continuar estudando, porque o meu sonho de um dia ser jornalista diplomado, ninguém tira.


Hoje encerro o Blog do NEURôNIO por aqui em homenagem a todos os jornalistas e acadêmicos de jornalismo desse país. Mesmo tentando diminuir a nossa profissão, terão que nos agüentar por muito tempo ainda divulgando todo os absurdos desse país e tudo que acontece de errado no exercício da profissão daqueles que acham que estão acima do bem e do mau.




Sérgio Eduardo de Oliveira – 18/06/2009

Um comentário:

  1. PARABÉNS STF!

    É O FIM DO CORPORATIVISMO DA FENAJ E DOS SINDICATOS DE JORNALISTAS, VINCULADOS A CUT.

    AGORA ESSES LÍDERES SINDICAIS ACORDAM PARA VIDA. MUDAM O PAPEL DESTAS INSTITUIÇÕES, SE PREOCUPANDO MAIS COM A QUALIDADE DOS "ENSINOS DE JORNALISMO" NAS UNIVERSIDADES -- CRIADOUROS DE PATRICINHAS E MAURICINHOS, DESLUMBRADOS, ACHANDO QUE UM DIA ESTARÃO NA GLOBO OU NUM GRANDE JORNAL. QUE ILUSÃO!

    TAMBÉM DEVEM PASSAR A DEFENDER E PROMOVER CURSOS DE APERFEIÇOAMENTO, DE TIRO CURTO E COM VALORES ACESSÍVEIS.

    É ESTE O VERDADEIRO PAPEL DO SINDICATO.

    MOTIVAR E NÃO BRIGAR. OS TEMPOS SÃO OUTROS.

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