sexta-feira, 25 de setembro de 2009

ELEIÇÕES NO PT



A eleição para a presidência do PT de Blumenau vai ter duas chapas. A primeira chapa, encabeçada pelo advogado Odair Andreani, e que tem como cabo eleitoral o vereador Vanderlei de Oliveira, Valmor Schiochet e por Edson Adriano, que comanda a sigla há três gestões, tem posições mais radicais e conta com o apoio do deputado federal Cláudio Vignatti.
De última hora Jefferson Forest, que conseguiu o apoio da deputada Ana Paula Lima e Décio Lima, montou uma chapa com 60 integrantes com a intenção de tirar o Partido dos Trabalhadores de Blumenau da inércia dos últimos cinco anos e promover uma renovação do quadro.
Alguns debates devem acontecer para a escolha do novo presidente, mas muitos petistas acreditam na vitória de Odair por causa da força dos líderes. Já a oposição se baseia no descontentamento do militante e se diz confiante na vitória. É o PT de Blumenau tentando juntar alguns cacos do que sobrou das últimas eleições.
A única coisa que as duas chapas concordam é que, se o PT continuar dividido, vai colecionar derrotas para a situação.

LIGAÇÃO DIRETA

O ex-prefeito de Pomerode, Henrique Drews Filho, foi preso no último dia 11 por cometer irregularidades no período em que era prefeito da cidade. Ele cumprirá pena de 5 anos e 6 meses em regime semi-fechado no presídio de Blumenau. Até aí nada de anormal, em se tratando de um crime. O problema é que num outro processo movido pelo Ministério Público contra Drews, encabeçado pelo juiz Odair Tramontin, aparece também o nome do atual secretário de Infraestrutura de Joinville e irmão do deputado federal João Pizzolatti, Ariel Pizzolatti, que está sendo acusado de ter recebido pagamentos mesmo antes de sair o resultado de uma licitação para a contratação de consultoria e assessoria técnica para a elaboração de projetos nas áreas de financiamento e desenvolvimento urbano.

ENTENDA O CASO 1

De acordo com o Ministério Público, durante a gestão dos prefeitos Henrique Drews, Magrit Krieger e Raimund Viebrantz, foram promovidas seis licitações na modalidade carta-convite, com o objetivo da contratação de consultoria e assessoria técnica na elaboração de projetos nas áreas de financiamento e desenvolvimento urbano. Sendo vencedora em todas as licitações, as empresa de propriedade de Ariel e João Pizzolatti, a Urbe Engenharia e Consultoria Ltda., tinha sua sede na cidade de Joinville, no mesmo endereço onde morava Ariel. Além disso, a promotoria também afirma a ligação política entre os três prefeitos da cidade e o deputado federal João Pizzolatti (PP).

ENTENDA O CASO 2

Todas as empresas participantes daquela concorrência eram da cidade de Joinville: a Pizzolatti Engenharia e Consultoria Ltda, Azimute Topografia e Planejamento S/C Ltda e a RV Engenharia e Consultoria Ltda. Se não bastasse todas as coincidências, as empresas que disputaram e não venceram a licitação, tinham como sócios Antonio Carlos Ramuskie e José Antonio Valdez.
Em outras licitações, onde a vencedora foi a Urbe Engenharia e Consultoria Ltda, as concorrentes também eram de Joinville: a Azimute Topografia e Planejamento S/C Ltda, Planicontrol Planejamento e Controle de Obras Ltda e a Level Arquitetura e Computação Gráfica Ltda.

UM TERÇO



Dos quinze vereadores de Blumenau convocados para a sessão itinerante da Câmara na Itoupava Central, somente 5 compareceram.
Estiveram lá os vereadores Jens Mantau, Helenice Luchetta e Napoleão Bernardes, do PSDB, o vereador Beto Tribess (PMDB) e o vereador Vanderlei de Oliveira (PT). Os outros dez sequer enviaram uma justificativa pela falta.
Eu tenho a absoluta certeza que em 2012 todos vão estar tão presentes por lá que acabarão torrando a paciência do pessoal.
Claro, será ano de reeleição!

MEMÓRIA CURTA

Acredito que as supostas denúncias feitas pelo Vereador Vanderlei de Oliveira (PT) contra a Prefeitura de Blumenau na tribuna da Câmara sobre algumas obras, que teriam ações listadas nas ordens de serviço que não haveria necessidade de serem feitos, seja justa. Mas não vamos esquecer que na administração do ex-prefeito Décio Lima, também do PT, pagava-se ordem de serviços de patrolamento nas ruas Benjamin Constant e Avenida Beira Rio.
Então não dá para dizer que esse é melhor que aquele. Na minha opinião, tanto Décio quanto João Paulo tem muito a explicar para a população de Blumenau.
Enquanto Décio deixou de explicar as dúvidas da CPI da Obras e do Hospital Santo Antônio, João Paulo acumula outras dúvidas, como as denuncias da ex-secretária Dinora Gonçalves, a drenagem e calçamento de ruas asfaltadas, o aumento do número de cargos de confiança, muitos deles indicados por vereadores, outros comissionados que trabalharam na campanha e não compareciam ao serviço, enfim, muitas dúvidas estarão no ar para que os dois últimos prefeitos expliquem.
Enquanto isso, a carreira política continua.

NEWTON MOTA

Ouvi do Dr. Newton Mota, ex-secretário de saúde de Blumenau, numa conversa informal ontem de manhã e ele dizia que, na época que era secretário, tinha discussões fortes com o Prefeito João Paulo (DEM) porque ele, Dr. Mota, queria resolver o problema da população e o prefeito estava apenas preocupado, segundo ele, com as relações políticas.
Chegou a afirmar que falava isso para João Paulo dentro do gabinete do prefeito, mas ele sequer o retrucava.
O Dr. Newton também deixou claro que muitos projetos que queria implantar para melhorar a vida do munícipe eram boicotados pelo grupo de apoio do prefeito, pois preferiam olhar para o umbigo de seus partidos do que realmente fazerem algo em benefício do blumenauense.
Parece que João Paulo Kleinubing está craque em chutar os aliados do seu pai, Senador e ex-prefeito Vilson Kleinubing. Primeiro foi à professora Dinora Gonçalves, seguido de Paulo Gouvêa e Esperidião Amin e agora mais um: o médico Newton Mota.
O Edson Brunsfeld (PP) que se cuide.

E O METROPOLITANO 1

Li e ouvi muito sobre o Metropolitano nos últimos dias. Recebi da assessoria do clube um e-mail informando o número de sócios dos principais clubes de futebol do estado. Segundo a relação enviada, o Avaí tem 13 mil sócios; o Figueirense tem 10,5 mil; o Criciúma tem 5 mil; o Joinville tem 4 mil e a Chapecoense tem 3,3 mil e pretende, até o fim do ano, ter 5 mil.
Hoje o Metropolitano tem 540 sócios. Então fico pensando o porquê que os outros clubes conseguem e o Metropolitano tem tanta dificuldade de conseguir adeptos, tanto para aumentar o quadro associativo quanto para arrumar patrocínio de placas no campo, por exemplo.
Se observarmos, todos os outros tem uma ligação forte de amor e identificação com a sua população. Já o Metropolitano tem o fantasma do BEC para assombrá-lo. O povo de Blumenau ainda tem o Blumenau Esporte Clube como o time de maior identificação, independente do jeito que foi comandado nos seus anos de existência.

E O METROPOLITANO 2

Tanto a população quanto os empresários ainda não conseguem enxergar no Metro uma forte identificação com a cidade, pois o nome nos remete para um clube que quis abraçar toda a região, não leva as cores da cidade e ainda não tem uma diretoria profissional para o comando do futebol.
Todos são bons em suas áreas, mas não vejo ninguém realmente que entenda de futebol. Sempre jogam a responsabilidade de montar o time na mão de um técnico, como aconteceu com o Paulo Porto e agora com o Roberval Davino.
Se não entenderem que futebol se faz com profissionalismo, como fez o Figueirense desde 1998 e o Avaí desde 2006, vamos continuar ouvindo o Amauri Pereira, na Rádio Blumenau, pedir para que as pessoas ajudem o clube.
Um clube profissional sério não pode pedir ajuda, mas sim mostrar uma viabilidade econômica para que torcedores e empresários realmente vejam o Metropolitano como um Clube de Futebol capaz de dar uma alegria ao seu torcedor. Querem sempre parecer o que ainda não são. É por isso que a coisa não anda como se espera.
O pior de tudo é que tem alguns diretores que não aceitam críticas e acabam culpando a imprensa pela falta de adesão.
Só para informar, o Criciúma trouxe o técnico Abel ribeiro para ser o Gerente de Futebol e comandar um projeto para levar o Tigre à elite do futebol nacional.

CIRO EM SC



No mês que vem o ex-ministro Ciro Gomes (PSB) virá a Santa Catarina, num convite feito pelo presidente do PSB catarinense, prefeito Djalma Berger, para estreitar os laços políticos com possíveis aliados de 2010. Ciro estuda a possibilidade de transferir seu domicílio eleitoral para o estado de São Paulo para disputar o governo daquele estado, mas também cogita sair candidato a presidente pelo PSB no ano que vem.
Ciro esteve em Florianópolis nesta quinta-feira e vai voltar em outubro para visitar outras cidades. É muito provável que apareça pela região, dando uma passada pelas festas de outubro. Blumenau seria um destino certo, principalmente porque deseja conhecer a Oktoberfest, a maior festa da cerveja do país.



Sérgio Eduardo de Oliveira – 25/09/2009

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