segunda-feira, 28 de setembro de 2009

MOMENTO DECISIVO



Hoje pela manhã, no Palácio da Agronômica, o Governador Luiz Henrique da Silveira tem mais uma rodada de conversas com o vice-governador Leonel Pavan (PSDB) e com o ex-senador Jorge Bornhausen (DEM) para acertar alguns ponteiros para a manutenção da tríplice aliança.
Luiz Henrique vê cada vez mais difícil a possibilidade de o PMDB continuar na coligação por conta da vontade de Michel Temer, presidente nacional, e de Eduardo Pinho Moreira, presidente estadual do partido, quererem a aliança com o PT na candidatura a presidência e na composição da chapa para o governo de SC.
Durante a semana as lideranças nacionais do PMDB devem começar a fechar o acordo com o Partido dos Trabalhadores para que Temer seja o vice da Ministra Dilma Roussef e da criação de um grupo para que o PT e PMDB dos estados sigam o mesmo caminho.

A CHANCE DO PP

Depois disso, a vontade de Pinho Moreira ganha força não só dentro do PMDB catarinense, mas também por conta da cúpula nacional dos dois partidos trabalharem para que o ex-governador seja o nome da vez na cabeça da chapa de uma eventual coligação PMDB PT. Com isso, restaria a Ideli Salvatti concorrer a uma reeleição para o Senado, deixando o caminho aberto para o deputado federal Cláudio Vignatti ser o vice de Moreira.
Quem acabaria ficando na mão com essa aliança seria o próprio Luiz Henrique da Silveira, que dificilmente teria palanque no PMDB, por conta do PT ter sido, nesses últimos oito anos, oposição ao seu governo, e poderá perder também o palanque de uma nova tríplice aliança, que seria formada entre PSDB, DEM e PP, que já deixou claro que não aceitará ninguém do PMDB nesta aliança.

PROBLEMAS INTERNOS

Mas não é só o PMDB que tem dificuldades para ajeitar a casa para as eleições de 2010. O PP ta enfrentando um impasse entre a ala que apóia Hugo Biehl para o governo do estado e o casal Amin, que não abre mão de disputar uma convenção interna para definir o nome do candidato do partido ao cargo de Luiz Henrique. Internamente, Hugo Biehl até pode levar vantagem, mas hoje as pesquisas mostram que Ângela Amin está muito à frente do colega de partido e é nisso que se baseia Esperidião Amin para não deixar que eles (Esperidião e Ângela) fiquem de fora dessa decisão.
Esperidião, mesmo nos bastidores, quer poder negociar as bases de uma eventual nova tríplice aliança.
Seria uma vitória pessoal poder colocar o PP no lugar do PMDB e ver o governador Luiz Henrique num mato sem cachorro nas eleições do ano que vem.
Se Luiz Henrique ficar nessa saia justa, Amin aceitará ver PSDB e DEM comporem a chapa majoritária e ele seria um dos candidatos ao Senado, batendo chapa com o próprio LHS.
Tudo isso não passe de especulações, mas quem mexer melhor as peças nesse jogo de xadrez, sai mais forte em 2010.
E parece que o PMDB já decidiu não seguir as vontades do governador.

NA BOA

Nessas indecisões de PMDB, PT e PP, quem ta posando de noiva a espera de cortejo são PSDB e DEM, que, independente da decisão dos demais partidos, já fecharam acordo de aliança para o ano que vem, e ficam esperando para ver quem virá com eles nessa tríplice aliança.
Já não é de hoje que Pavan e Bornhausen se mostram muito mais fortes dentro de seus partidos do que Luiz Henrique no PMDB, Amin no PP e Ideli Salvatti no PT.
Ambos tem conseguido conduzir as alianças sem traumas nos últimos anos e vem conseguindo um fortalecimento estadual de suas legendas bem mais significativo do que os demais partidos. Hoje PSDB e DEM já comandam três das cinco cidades pólos de SC: Blumenau (DEM), Chapecó (DEM) e Criciúma (PSDB).
As outras duas estão nas mãos do PT (Joinville) e PMDB (Florianópolis), mas podem ficar divididas por conta dos rachas internos dessas duas legendas.

DEPUTADO MARCELINO

O presidente da CDL de Blumenau, Marcelino Campos, assinou a ficha no PMDB no último fim de semana. Agora é colocar o bloco na rua a caça de voto. Marcelino já entra no partido como pré-candidato a deputado federal pela região de Blumenau, conforme promessa feira por Luiz Henrique quando o convidou para ingressar no PMDB.
Há tempos muitos políticos da cidade de Blumenau já estavam desconfiados que Marcelino tinha a intenção de buscar cartaz na política por conta da passividade de silêncio em questões importantes que aconteceram na cidade, como nos casos da passeata pela melhora na segurança pública e na exigência de liberação de verbas estaduais para a reconstrução da cidade.
O próprio Ricardo Stodieck, depois de ter assumido a SC Parcerias, não mais se insurgiu contra a falta de verba para a reconstrução de Blumenau.
Como agora as peças vão se encaixando, resta a cidade dar a resposta nas urnas.
Para um novo político essa é a melhor hora, mas quando a contagem dos votos terminar, os pés voltarão a tocar o chão e um novo caminho terá que ser trilhado, com a verdade nua e crua.
As eleições de 2010 vão ter muitos pavões, mas poucos conseguirão voar alto.



Sérgio Eduardo de Oliveira – 28/09/2009

Nenhum comentário:

Postar um comentário