quarta-feira, 30 de setembro de 2009

REPORTAGEM DO FOLHA 1



Li ontem no Jornal Folha de Blumenau a matéria que mostra a irresponsabilidade de um administrador público para com a população que o colocou na cadeira de prefeito.
A matéria, intitulada “Remendos de um impasse político”, mostra como foi feito o acordo, firmado em setembro de 2000, entre as empresas permissionárias do transporte coletivo de Blumenau e a administração Décio Lima (PT) para o asfaltamento de oito ruas de diversos bairros da cidade.
Segundo o acordo, as empresas teriam que asfaltar as ruas, que são consideradas corredores de serviços, para poderem continuar a explorar o serviço de transporte de passageiros.
O problema é que em 2004, o então prefeito Décio Lima, “39 dias antes de deixar a prefeitura, firmou um aditivo ao convênio, onde considerava que a pavimentação das ruas Almirante Barroso e Amazonas deveria ter espessura de 4 centímetros, em média, equivalente a apenas a primeira camada asfáltica”, segundo o texto da própria matéria.

REPORTAGEM DO FOLHA 2

O grande problema dessa decisão é que a prefeitura não tem como obrigar as empresas a fazerem a obra por inteiro e tem que arcar com os custos do término da pavimentação.
A justificativa de Décio Lima foi que fez esse adendo para que as tarifas do transporte coletivo não fossem aumentadas no seu governo.
Segundo o texto da reportagem, Décio disse que “para que as obras fossem concluídas, era preciso majorar a tarifa e eu não quis assumir esse ônus. É extremamente desgastante, para todos os lados, o aumento da tarifa”.
É a declaração de um político que, depois de perder uma eleição, acabou se lixando para onde e como o blumenauense fosse trafegar.
Para que fazer uma obra completa se ele, Décio, não iria mais passar por ali?
Deve ter sido isso que pensou quando liberou a Glória, Rodovel e Verde Vale de gastarem com a segunda camada de asfalto.

AS RUAS



Agora nos resta cobrar do João Paulo uma atitude mais responsável sobre várias outras obras feitas em Blumenau. A população da cidade não pode deixar o atual prefeito sair da prefeitura sem que ele entregue as obras de forma completa e com um mínimo de qualidade, para que depois não tenhamos que ler esse tipo de declaração nas páginas dos jornais.
Veja as ruas que estavam listadas no acordo de Décio Lima com as empresas de ônibus da cidade.

Rua Hermann Tribess (Tribess)
Trecho entre as ruas Francisco Vahldieck e Júlio Michel

Rua Governador Jorge Lacerda (Velha)
Trecho entre as ruas General Osório e José Reuter

Rua São Bento (Vorstadt)
Trecho entre as ruas Antônio Treiss e Itajaí

Rua Júlio Michel (Fortaleza)
Trecho entre as ruas Hermann Tribess e Francisco Vahldieck

Rua Almirante Barroso (Vila Nova)
Trecho entre as ruas Engenheiro Paul Werner e Benjamin Constant

Rua Joinville (Vila Nova)
Trecho entre as ruas Antônio da Veiga e Almirante Barroso

Rua Theodoro Holtrupp (Vila Nova)
Trecho entre as ruas Antônio da Veiga e Almirante Barroso

Rua Amazonas (Garcia)
Treco entre os terminais da Fonte e do Garcia

AS PONTES NOVAMENTE



Na sessão de ontem da Câmara de Blumenau, as pontes da cidade voltaram a tona no pronunciamento da vereadora Helenice Luchetta (PSDB). Ela solicitou à Secretaria de Desenvolvimento Regional, comandada por Paulo França (PMDB), que viabilize a visita de uma equipe técnica de Florianópolis para vistoriar e emitir laudo técnico. A vereadora quer ter a certeza que os comentários de superfaturamento não são verdadeiros. Helenice pediu que a vistoria ocorra nas pontes construídas no Bairro Itoupava Central e em todas as outras feitas em Blumenau através do convênio com o Governo do Estado.
Depois das denúncias feitas pelo engenheiro Arlon Tonolli, ninguém mais se convenceu que o que ele disse não passa de uma falácia.
Até porque até hoje ninguém se mexeu para mostrar que as denúncias não tem fundamento.
Mas já tem gente preparando documentos para provar que o superfaturamento existe. Vamos aguardar mais um pouco.

FERIADOS SÓ NA 2ª FEIRA

O projeto de lei, de autoria do deputado federal Milton Monti (PR-SP), que pretende passar a maioria dos feriados que caem no meio da semana para as segundas-feiras, foi aprovado em caráter conclusivo na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados.
A matéria será analisada agora pelo Senado e se aprovada vai à sanção do Presidente Lula. Segundo o texto do projeto, os feriados que caírem entre as terças e sextas-feiras serão comemorados por antecipação nas segundas-feiras, exceto os dias 1º de janeiro (Confraternização Universal), Carnaval, Sexta-Feira Santa, 7 de setembro (Independência) e 25 de dezembro (Natal). A proposta também prevê que, havendo mais de um feriado na mesma semana, o segundo passará para a semana seguinte.

JUSTIFICATIVA

Para o deputado Milton Monti, os feriados que caem no meio da semana causam muitos transtornos e prejuízos à economia do país, principalmente ao comércio. Monti disse ainda que quando um feriado é comemorado na segunda-feira, o trabalhador pode planejar melhor a sua vida e aproveitar um fim de semana prolongado sem que a economia fique prejudicada.
Para os que não lembram ou ainda não tinham nascidos, isso já aconteceu na administração do presidente José Sarney, na década de 80.
Confesso que não lembro se era bom ou ruim, mas pode ser uma boa idéia em tempos de economia globalizada.
Esse é o tipo de lei que só saberemos se vai beneficiar ou prejudicar a economia quando realmente for implantada.
Mas tenho a certeza que a Igreja vai se posicionar contrária a essa matéria.

DÁRIO OU PINHO MOREIRA



É fato que os peemedebistas de todo o estado estão sendo levados a acreditar que o presidente estadual do partido, Eduardo Pinho Moreira, tenha chances reais de se eleger o novo governador de SC em 2010. O problema é que as pesquisas insistem em não confirmar essa questão. Hoje, segundo pesquisas internas dos partidos, Eduardo Pinho Moreira está atrás até do prefeito de Florianópolis, Dário Berger.
Mesmo sendo conhecido mais na região da Grande Florianópolis, Dário já pensa, mesmo com todas as pendências judiciais que tem para responder, em entrar na briga pela cadeira de Luiz Henrique.
Na tríplice aliança Berger não é visto com bons olhos por ter deixado na mão tanto PSDB quanto o DEM. Já o governado Luiz Henrique não bancaria o nome do prefeito de Florianópolis por conta do acordo da tríplice aliança.
Então resta para Dário Berger, se realmente quiser disputar o governo em 2010, procurar uma nova legenda que banque esse tiro no escuro.
Na minha opinião, Dário vai preferir ficar quieto por conta das pendências jurídicas que podem arranhar sua imagem.
É preferível ter os caciques de SC do seu lado, para um eventual socorro, do que bater de frente com eles e ficar sem pai nem mãe.

JUSTA HOMENAGEM



Na sessão da Câmara de Vereadores de Blumenau do último dia 22, Fabrício Wolff, ex-Assessor para Assuntos da Juventude do governo Renato Vianna (de 1993 a 1996) foi homenageado com a moção de louvor pelos serviços prestados à juventude da cidade.
Foi Fabrício o idealizador do Skol Rock, Gincana Cidade de Blumenau, Rock na Rua e tantos outros eventos que marcaram época em Blumenau. Só quem viveu de perto toda aquela agitação, assim como eu, sabe a importância de todas as ações daquele departamento, que pela primeira e única vez funcionou e fez jus ao nome que recebeu.
Depois de Fabrício, a Assessoria de Assuntos para a Juventude serviu apenas como cabide de emprego.
Pelo menos todos temos a certeza que, com um pouco de vontade e criatividade, essa Assessoria pode realizar muito, assim como naquela época.
Homenagem mais que merecida. Parabéns Fabrício!

LIBERADO

Ontem o Presidente Lula sancionou a minirreforma eleitoral, garantindo que as novas regras possam valer já no pleito de 2010. O presidente derrubou a única restrição à atuação da web mantida pelos deputados federais. Lula decidiu manter a autorização para votos em trânsito e a obrigatoriedade de impressão das escolhas feitas por meio de urna eletrônica.
Com a intervenção de Lula, a internet passa a não ter qualquer tipo de restrição em relação a debates. A Secretaria de Comunicação Social, que defendeu o veto junto ao presidente, argumentou que a web é um ambiente livre para pensamento e não pode ser comparada a rádios e TVs, alvo de concessão pública.
Com isso, blogs, portais e tudo mais que circula pela net não mais passará pela censura imposta por políticos que tem muito para esconder e que vêem na Internet um grande terror para suas carreiras políticas.
Claro que aqueles que fazem postagens diárias em páginas da Internet não podem passar dos limites, a ponto de responderem por aquilo que publicam, caso não seja condizente com a verdade.





Sérgio Eduardo de Oliveira – 30/09/2009

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