terça-feira, 13 de outubro de 2009

BOM DEGRAU 1





O cargo de presidente da Assembléia Legislativa de Santa Catarina passou a ser um dos mais cobiçados pelos políticos que chegam no legislativo catarinense. Além do poder, do número de funcionários disponíveis e de poder administrar uma boa grana repassada pelo executivo, pode garantir o futuro de quem senta na cadeira mais alta do plenário.
Gilson dos Santos, que foi presidente de 91 a 93, foi indicado pelo governador Esperidião Amin para o TCE e se aposentou por lá este ano. O mesmo aconteceu com o ex-deputado, que presidiu a Assembléia em 93 e 94. Gilmar Knaesel (PSDB), atual secretário de Turismo Cultura e Esportes, que presidiu a Assembléia em 99 e 2000, e o deputado Onofre Santo Agostini (DEM), hoje Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável, que também foi presidente em 2001 e 2002, consolidaram seus retornos ao parlamento catarinense depois de terem sido presidente.

BOM DEGRAU 2



Já o deputado Júlio Garcia (DEM), que presidiu a casa de 2005 a 2008, acabou sendo agraciado pelo Governador Luiz Henrique (PMDB) com a vaga de conselheiro no Tribunal de Contas do Estado, e deve também se aposentar com a pensão vitalícia dada aos seus membros.
Agora Jorginho Mello (PSDB), que no primeiro governo de Luiz Henrique chegou a tomar atitudes de oposição, assume o comando de SC por dez dias e recebe toda a pompa de um político com vez e voz na tríplice aliança.
Se o acordo entre PSDB e DEM se confirmar, quem assume o comando da Assembléia em 2010 é o deputado Gelson Merisio (DEM), que chegou na casa como suplente, mas foi beneficiado pela vitória do atual prefeito de Chapecó, João Rodrigues (DEM).

CAIU



Mas essa de assumir como governador acabou não sendo uma boa para o presidente da Assembléia, Jorginho Melo (PSDB). Ele acabou ficando contundido na perna depois da queda de um palco, durante a missa da Nossa Senhora Aparecida, na cidade de Campos Novos, no meio Oeste.
Depois da missa, Jorginho iria fazer o roteiro das festas de outubro, passando pela Fenarreco (Brusque), Marejada (Itajaí) e terminaria a visita em Blumenau, na Oktoberfest.
Ontem à tarde o governador em exercício teve uma consulta com um médico particular que confirmou a fissura na tíbia.
Mesmo assim, ele deverá despachar normalmente durante todo o dia de hoje.
Ou alguém naquele palco estava devendo algumas orações para a Nossa Senhora ou o olho gordo em cima de Jorginho acabou funcionando.

JUSTIÇA PUNE CANDIDATO 1



Ação penal contra Sérgio D'Agostini, ex-vereador de Caçador, sua esposa, Odete Terezinha Schimidt Ribeiro e seu enteado, Rubens de Oliveira, pelo crime eleitoral de compra de votos foi suspensa após os réus aceitaram proposta de suspensão condicional do processo, homologada pelo Judiciário. Nove eleitores que haviam negociado seus votos com o ex-vereador e estavam sendo processados criminalmente também aceitaram a proposta do Ministério Público de Santa Catarina pela suspensão condicional do processo.
Segundo o Promotor Eleitoral da Comarca de Caçador, Osvaldo Cioffi Junior, nas eleições de 2008, o então candidato a vereador, sua esposa e o enteado estavam entregando vales combustíveis aos eleitores como forma de captação de votos. Os vales combustíveis davam direito de abastecer cerca de 10 litros de gasolina em determinado posto da cidade.

JUSTIÇA PUNE CANDIDATO 2

D'Agostini chegou a ser eleito, mas com a comprovação do crime foi cassado e afastado pela Justiça Eleitoral, em decisão da qual atualmente está recorrendo.
Já na esfera criminal, para suspender condicionalmente o processo, o vereador pagará oito salários mínimos, a serem destinados à Associação Maria Rosa,
entidade beneficente que abriga mulheres e seus filhos vítimas de agressões domésticas e expostas a risco. A esposa de D'Agostini deverá destinar um micro-computador de última geração com monitor de LCD ao Conselho Tutelar de Caçador e o enteado doará duas máquinas digitais, de última geração, uma para o programa Sentinela e outra para o Conselho Tutelar de Caçador.

JUSTIÇA PUNE CANDIDATO 3

Os eleitores processados entregarão um salário mínimo cada um para a Associação Maria Rosa, que está construindo sua sede própria.
Com a aceitação e o cumprimento da proposta, o processo fica suspenso por dois anos, período no qual os réus se comprometem a não frequentar bares e boates após a meia noite, não se ausentarem da Comarca por mais de 30 dias sem autorização judicial, não mudar de endereço sem comunicar à Justiça e a comparecer mensalmente ao Juízo para justificar e informar suas atividades. Caso não cumpram as obrigações, os processos voltam a tramitar normalmente.
De acordo com o Promotor de Justiça, as doações somam cerca de R$ 10,6 mil, destinados a programas sociais de Caçador, sendo R$ 7,9 mil para a Associação Maria Rosa o restante em aparelhos de informática para o Programa Sentinela e Conselho Tutelar.




Sérgio Eduardo de Oliveira – 1310/2009

2 comentários:

  1. Tens que dizer qual o partido do vereador. Na época da eleição estava em qual partido? E hoje?

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  2. Na próxima quinta-feira, dia 15, às 15h, estarei assumindo o honroso cargo de Vereador em nossa cidade. A solenidade ocorrerá na Câmara Municipal de Blumenau, anexo ao 1º andar da Prefeitura. Desta forma, gostaria de convidar o nobre amigo a se fazer presente neste momento tão especial. Forte abraço! Eliomar Russi (Mazinho).

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