quinta-feira, 29 de outubro de 2009

A POLÊMICA NA CAPITAL 1

O vereador Asael Pereira (PSB), de Florianópolis, foi o único a posicionar-se contrário a um projeto de lei, sancionado pelo prefeito Dário Berger, que concede privilégios que outros cidadãos não têm aos homossexuais. Segundo o vereador, “agora, na Capital, os homossexuais podem quase tudo, inclusive se beijar na rua e ai daquele que falar alguma coisa. É a tal da liberdade de manifestação em locais públicos ou privados. Traduzindo: o vale-tudo legalizado”, disparou Asael.
O vereador foi o único que assinou o parecer contrário ao projeto e sofreu ataques injustos e mentirosos, segundo ele, por parte de defensores da matéria. “Mas agüento tudo com altivez”, disse Asael.

A POLÊMICA NA CAPITAL 2

Para Asael Pereira, “não podemos admitir que um determinado segmento social tenha privilégios que os outros cidadãos e pagadores de impostos não têm. Além disso, a Bíblia é muito clara e não podemos apoiar projeto desta natureza”, argumenta o vereador.
Esse é um assunto polêmico, mas concordo que não dá para privilegiar uns e esquecer os outros. É o mesmo caso da cota para negros em Universidades.
Se quisermos a igualdade, porque privilegiar. Vejam o caso dos políticos que tem foro privilegiado. É por isso que, quando roubam, não vão para a cadeia.
Dar privilégio para alguns às vezes é um perigo maior do que conscientizar.

NOVA MARINA EM PENHA

O deputado estadual Adherbal Deba Cabral (PMDB) anunciou na quarta-feira a construção de uma marina e de um complexo turístico no município de Penha.
Segundo Cabral, o empreendimento vai movimentar a economia local, com empregos permanentes, e reforçar a receita turística. “Aproximadamente 2 mil empregos diretos e indiretos serão gerados, além de proporcionar um grande avanço para o turismo catarinense”, destacou.
A moda agora é construir marinas no litoral catarinense. Primeiro foi a de Balneário Camboriú; logo sai a de Florianópolis e Penha deve ser a seguinte. Mas o que eu não entendo é como cidades do tamanho de Penha conseguem levar grandes empreendimentos para lá enquanto nós vibramos quando conseguimos trazer para Blumenau uma feira de sei lá o que.
Vale lembrar que o Parque do Beto Carreiro era para ser construído em Blumenau. Por não acreditarem na façanha, acabamos ficando com o museu da Água.

AS ESTRADAS

O levantamento realizado pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT) mostrando a situação das estradas brasileiras foi tema em destaque durante a sessão ordinária de ontem na Assembleia Legislativa de SC. Deputados da bancada do PSDB deram ênfase à situação em todo território e colocaram em evidência o fato de Santa Catarina possuir a quarta melhor malha viária do país.
A pesquisa da CNT (Confederação Nacional dos Transportes) sobre a situação das estradas brasileiras definiu que 69% delas estão em condições péssimas, ruins ou regulares para o tráfego. Mas comparando com o ano de 2007, houve queda de quase 5% no número de rodovias nessas situações. Para realizar o levantamento, a CNT avaliou a situação de 89.552 quilômetros de rodovias, sendo 75.337 sob gestão pública, federal ou estadual, e 14.215 quilômetros da malha administrada pela iniciativa privada.

EM SANTA CATARINA

Santa Catarina teve uma considerável evolução se comparado ao último levantamento, feito em 2007, tendo em vista que o estado subiu três posições. Técnicos da CNT que passaram 45 dias analisando características do asfaltamento, sinalização e geometria das estradas brasileiras identificaram desníveis no asfalto, sinalização deficiente e problemas na qualidade da pavimentação.
De acordo com a pesquisa de 2009, 60,2% das estradas do estado estão em situação ruim, péssima ou regular. Das 25 vias avaliadas, em um total de 2.881 quilômetros, um trecho de apenas 10 quilômetros, na BR-376, entre Garuva e Curitiba (PR), foi classificado como ótimo. A análise em Santa Catarina foi focada em 43% dos 6,7 mil quilômetros federais e estaduais que compõem a malha regional.

DEVOLUÇÃO DOS VALORES

A Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara dos Deputados vai realizar audiência pública para discutir o erro no cálculo das tarifas de energia elétrica que gera cobrança indevida nas contas de luz de R$ 1 bilhão a mais por ano. A falha foi apontada pelo Tribunal de Contas da União (TCU). A audiência foi proposta pelos deputados Vital do Rêgo Filho (PMDB-PB) e Chico Lopes (PCdoB-CE) e ainda não tem data marcada.
De acordo com reportagem publicada pela Folha de S.Paulo, o erro tem origem nos contratos de concessão firmados no ato das privatizações das elétricas que foram assinados ainda no governo do presidente Fernando Henrique Cardoso. O valor pago a mais pelos consumidores pode ter superado R$ 10 bilhões nesses últimos sete anos.
A CPI das Tarifas de Energia Elétrica já avisou que vai exigir a devolução do valor cobrado indevidamente do consumidor.

NOVO MINISTÉRIO

O presidente da Câmara, Michel Temer, defendeu a criação de um Ministério da Segurança Pública. Em entrevista concedida ontem, ele disse que concorda com as declarações dadas pelo ministro Tarso Genro, da Justiça, de que a Constituição deve sofrer mudanças para permitir à União atuar juntamente com os Estados na área da segurança pública.
O presidente ainda defendeu a unificação das polícias civil e militar para aumentar a eficiência do trabalho policial. Ele também lembrou que a área de segurança precisa de mais investimentos, especialmente no setor penitenciário.
Investir em educação também é um ponto importante para diminuir a criminalidade no Brasil. Só a educação pode melhorar a atual situação de pobreza e falta de qualificação daqueles que hoje preferem trabalhar para traficantes. Obviamente que baixa educação não pode servir de desculpas para a criminalidade, mas se dermos oportunidade para os jovens, a coisa pode melhorar muito a médio e longo prazo.




Sérgio Eduardo de Oliveira – 30/10/2009





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