sexta-feira, 2 de outubro de 2009

PUBLICO HOJE


Diferente do que informei ontem, publico hoje os textos do jornalista Fabrício Cardoso, do Santa, que escreveu na sua coluna sobre o suplente de vereador Jefferson Forest e sobre o PT, e também a carta que Forest enviou para o blog discordando do pensamento de Fabrício.
Agora você tire suas conclusões de quem tem razão.

O império dos pragmáticos (Fabrício Cardoso – Santa)



A falência moral do PT legou um nariz de palhaço a uma geração que, no alvorecer da redemocratização, acreditou no partido como instrumento de mudança. Por isto hoje há tantos trintões tratando os petistas com a amargura de uma ex. Pois o vice-presidente do PT de Santa Catarina, Jefferson Forest, em carta publicada ontem no Santa, tratou de alimentar este ressentimento. Numa mesquinha manifestação em causa própria, pois é o primeiro suplente da bancada do PT na Câmara de Blumenau, Forest violentou o conceito de parlamento ao personificar as eleições legislativas.
Não concordo com uma vírgula, mas reproduzo trechos para o leitor se situar. Diz o Forest:
“Não podemos resumir a um cálculo matemático a vontade do eleitor. João Beltrame fez 2.345 votos, mas, devido ao coeficiente eleitoral, nem suplente é. Já o João Marçal fez 2.112 e foi eleito. Quem tem mais legitimidade?”
O líder petista formulou este engenhoso exercício argumentativo contra a suspeita de que o rodízio de cadeiras patrocinado pelos partidos para afagar seus suplentes compromete a produtividade da Câmara. Trata-se de um raciocínio míope, que rebato com o exemplo do próprio Forest. Se Beltrame não tem mandato, é porque as ideias do nanico PSL, como sempre suspeitei, não encontram respaldo no conjunto da sociedade. O PP de Marçal, por sua conta, foi ungido com duas cadeiras. É a mesma representatividade do PT. Aliás, se bem entendi o conceito de legitimidade forestiano, o vereador petista Vânio Salm, que fez 1.928 votos, deve entregar o mandato a Beltrame. É isto, Forest?
O parlamento de caudilhos mais fortes que as ideias partidárias defendido por Forest ilustra como o pragmatismo rebaixou o PT a um mero instrumento de interesses personalíssimos. Os petistas, como qualquer outro político, cuidam 1) de si, 2) do partido e, se sobrar energia, 3) da sociedade – necessariamente nesta ordem. E isto é triste para quem confiou neles como depositários de sonhos coletivos.
Fico imaginando se há ainda mais um degrau rumo ao breu para os aloprados de Lula descerem.


Imprensa Democrática (Jefferson Forest – PT)



Em virtude do nível de ataque pessoal desferidos a mim e ao PT na coluna do Fabrício Cardozo, do Santa, tenho o direito democrático de me dirigir a este veículo de comunicação.
Em primeiro lugar o PT não faliu moralmente, como pregam nossos adversários de direita, se tem um partido que tem em seu DNA e seu programa a defesa da ética, esse é o PT, tiveram sim companheiros que cometeram equívocos e somos humildes para reconhecer isso, mas erros cometidos por alguns não podem comprometer a militância de muitos, que ainda acreditam que a sociedade pode mudar radicalmente.
Sobre a produtividade dos trabalhos da câmara serem comprometidos, em virtude do rodízio de vereadores, isso não é verdade em hipótese alguma, muitos dos atuais titulares de mandato, apresentaram menos projetos que os suplentes que assumiram por curto período de tempo, agora se os projetos são arquivados na CCJ, isso é fruto de opiniões políticas, afirmo novamente como afirmei em carta enviada ao Santa (29/09) e que foi suprimida, a maioria dos atuais vereadores não conhece nada da constituição e de controle de constitucionalidade, decidem arquivar os projetos por opiniões políticas.
Sou parlamentarista e um profundo defensor do fortalecimento programático dos partidos e do parlamento, e como a própria justiça eleitoral já decidiu as vagas proporcionais pertencem ao partido. Minha critica se deu em opinião do Santa (26/09) de que o rodízio de vereadores trai a vontade do eleitor, porém não vou responder na mesma moeda e chamar o colunista de míope, mas não é surpresa para ninguém que os eleitos em eleições proporcionais se dão em cálculos matemáticos de coeficiente eleitoral e coeficiente partidário, e um candidato pode ser eleito fazendo menos votos do que muitos que não são eleitos, e isso não tira a legitimidade de ninguém, pois as regras são essas. Em momento algum afirmei que o Marçal tem menos legitimidade que o Beltrame, isso são palavras o colunista e de quem editou minha carta enviada ao Santa, apenas contra argumentei a matéria que insistia em afirmar que o rodízio não era a vontade do eleitor.
Agora sugiro que o Santa publique matérias mais inteligentes, por exemplo, baseado em que controle de constitucionalidade os vereadores estão arquivando projetos, como por exemplo o projeto que apresentamos, que obrigava o executivo a indicar os valores gastos com recursos municipais para pagar peças publicitárias em jornais.
Por fim, os ataques pessoais e despolitizados feitos a mim e ao PT, em nada contribuem para o amadurecimento democrático do País.

PS: Espero que vocês não violentem a democracia e que o texto acima seja publicado na sua integralidade.




Sérgio Eduardo de Oliveira – 02/10/2009

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