sexta-feira, 6 de novembro de 2009

ELE VOLTOU 1

Como sempre fez nos tempos em que era o titular da vaga de vereador, Nagel Marinho (DEM) disparou sua metralhadora contra tudo e contra todos que não fazem o que deveriam. No seu pronunciamento na tarde de ontem na Câmara de Blumenau, ele começou a criticar o governo do estado no quesito que mais entende: segurança pública.
Seu primeiro alvo foi à falta de responsabilidade dos policiais que perderam uma caixa de granada. “Não admito um policial perder uma caixa de granada. Isso não pode acontecer. É pra vocês verem como a segurança está precária. E está todo mundo rindo disso!”. Segundo Nagel Marinho, Blumenau registra diariamente quatro ou cinco assaltos à mão armada. “Tem dias que dá sete assaltos. Eles escondem, mas eu vou falar”.

ELE VOLTOU 2

Nagel também contou que, ao pedir um revólver, recebeu um de segunda mão recondicionado. Por conta disso ele também criticou a forma com que os vereadores realizam debates sobre segurança em Blumenau. “Vocês estão enganados. Ao invés de falar comigo, falam com pessoas que vem aqui pra dizer mentira. Eles vêm aqui, dão um discurso bonito e sai todo mundo enganado”, acrescentou o vereador.
E pra não esquecer ninguém, disse que vai encaminhar ao Executivo Municipal um pedido de reajuste aos funcionários com infecções contagiosas por causa da atividade, como os lixeiros. “Eles estão doentes porque ninguém olha. Porque são lixeiros?”, criticou.
E pra terminar e não deixar nada passar em branco, também desferiu críticas à situação em que se encontra a rua José Reuter.
“É vergonhoso como está. Para entrar na minha rua é catastrófico, todo dia tem acidente”.
Às vezes fico com saudades dos vereadores de outras legislaturas, como Nagel Marinho. E olha que eles não eram tão bons assim.

NOVOS RUMOS

Apesar das denúncias de tortura no presídio de São Pedro de Alcântara e de todos os bate bocas entre membros do governo, o secretário de Segurança Pública, Ronaldo Benedet (PMDB), ainda está firme e forte no comando da segurança estadual. Cogitava-se que ele também, a pedido do governador Luiz Henrique, pudesse colocar o cargo a disposição, mas como não surgiram fatos novos, ele continua.
No sul do estado já dizem que, por conta da sua secretaria ser uma máquina de votos, ele pode até ser o candidato campeão de votos em SC.
Mas quem não está nada satisfeito com os rumos do governo é o vice Leonel Pavan.
Já há rumores de que em 31 de dezembro, antes de Pavan assumir o comando, todos os secretários pedirão a exoneração. Mas fala-se também que o mentor dessa idéia é o próprio Leonel Pavan. Segundo fontes do executivo estadual, ele quer total liberdade para escolher seus comandados.

BENEDET PODE SAIR ANTES

Essa mesma fonte revelou que Benedet pode deixar o cargo antes do fim do ano, mas quer colocar alguém de sua confiança na Secretaria de Segurança Pública até o fim de 2010 para poder continuar mandando, mesmo à distância.
Com o suporte da secretaria, Ronaldo Benedet teria o que precisa para garantir uma cadeira na Câmara Federal e rumaria junto com Luiz Henrique, se esse se eleger senador, para Brasília.
Outro trunfo do secretário Benedet é o apoio que recebe do presidente do PMDB de SC, Eduardo Pinho Moreira.
Ronaldo pode ser peça chave para convencer Luiz Henrique a aceitar a candidatura do PMDB em 2010. Benedet e outros nomes fortes do PMDB só aceitam duas possibilidades: a cabeça de chapa da tríplice aliança ou uma eventual candidatura própria, com possivelmente o apoio do PT. A segunda opção Luiz Henrique não quer nem ouvir falar.

NOME COGITADO

E por falar em Secretaria de Segurança Pública, cogita-se dentro do PSDB catarinense que o novo comandante da pasta a partir de 5 de janeiro de 2010, quando Pavan assume o governo, será o Desembargador Aposentado Francisco de Oliveira Filho. Ele é carioca e foi presidente do Tribunal de Justiça de SC de fevereiro de 2008 a fevereiro de 2009, quando se aposentou.
Como não tem filiação partidária, poderia ser o antídoto para acalmar os policiais civis e militares.
Vamos ver se tudo se confirma.

AS CLASSES 1

Foi divulgada uma pesquisa do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) em diversos jornais do Brasil dizendo que muitas pessoas subiram da classe média para a alta de 2005 até 2008. O Ipea considera classe baixa aquelas pessoas que tem rendimento individual de até R$ 188,00. De classe média são aquelas pessoas que ganham de R$ 188,00 até R$ 465,00 e de classe alta as pessoas com renda individual acima de R$ 465,00.
A matéria informa também que o Sul é a segunda região do país que teve o maior número de pessoas que subiram da classe média para a alta.

AS CLASSES 2

Ou seja, as pessoas tiveram ganhos reais em seus rendimentos de 2005 a 2008, mas mesmo assim não podemos chamar aquelas pessoas que ganham, por exemplo, R$ 500,00 de classe alta. Mesmo que essa renda seja calculada individualmente. Se uma família de três pessoas tiver um rendimento mensal de R$ 1.500,00, eles, segundo o Ipea, são classe alta.
Imagina aqueles políticos que ganham acima de R$ 10 mil.
Classificaremos esses pobres mortais de milionários, super valorizados ou privilegiados economicamente?
Assim é fácil dizer que o país ta melhorando. O que não levam em conta é que, mesmo com o aumento da renda, o preço da comida, do transporte e de muitos outros serviços vem aumentando acima da inflação.
É só ir ao mercado para conferir.

QUEM NÃO SE COMUNICA, SE TRUNBICA 1

Esse é o lema da administração municipal de Joinville quando o assunto é gasto com comunicação. O Prefeito Carlito Mers (PT) enviou o orçamento de 2010 para a Câmara Municipal e lá estava orçado um valor de R$ 15 milhões só para gastos com a comunicação da prefeitura. De acordo com vereadores de oposição, a verba de 2009, enviada pelo ex-prefeito Tebaldi (PSDB) e aprovada pelo legislativo, foi de R$ 7,4 milhões.
Ontem a prefeitura lançou o edital para a contratação de uma agencia empresa de publicidade com um valor de custo de R$ 10 milhões só para o ano de 2010.

QUEM NÃO SE COMUNICA, SE TRUNBICA 2

Esse edital foi dividido em três lotes: o primeiro, com R$ 6,4 milhões, é destinado ao Gabinete do Prefeito, às Secretarias de Comunicação, de Administração, da Fazenda, de Infraestrutura Urbana, de Assistência Social, da Habitação e de Integração e Desenvolvimento Econômico. O segundo, com R$ 1,9 milhões, são para as fundações e o terceiro, com R$ 1,6 milhões, destina-se a outras 5 secretarias.
Consta no edital que esse valor de publicidade servirá para incrementar o diálogo entre o poder executivo e a população. O edital explica ainda que isso faz parte de uma nova forma de governo.
O nome da empresa vencedora será divulgado no próximo dia 23 de novembro.

SAIU NO NOBLAT

O jornalista Ricardo Noblat publicou no seu blog a informação de que a Senadora Serys Slhessarenko (PT-MT) tem em seu gabinete uma funcionária que mora há quase dois anos na cidade de Bethesda, cidade satélite de Washington, e continua recebendo salário.
Solange Amorelli (foto) foi contratada como servidora do Senado em 1988. Casou-se mais tarde com um diretor do Banco Mundial e se mudou para os Estados Unidos. Recebe cerca de R$ 12 mil por mês mesmo sem aparecer para trabalhar. A moça não foi autorizada pelo Senado a morar no exterior e quando senadores visitam Washington, ela costuma ciceroneá-los a pedido de Serys. A cada três ou quatro meses, Solange visita o Brasil e passa alguns dias em Brasília.

NO NOBLAT

Noblat informa também que a Senadora Serys (foto) deu entrevista para o site Olhar Direto, do Mato Grosso. Quando comenta sobre os escândalos que abalam o Senado, Serys disse o seguinte:
– Defendo transparência em todos os atos internos, porque só assim poderemos dar uma resposta à sociedade. E temos que apurar tudo também e revelar o que foi investigado.
Mais tarde o blogueiro conversou com a Senadora e veja as respostas que ela deu às suas perguntas.
A senhora tem uma funcionária que mora há quase dois anos nos Estados Unidos...
– Ela não mora propriamente lá, e está sempre por aqui prestando serviços.
Como não mora? Ela é casada com um diretor do Banco Mundial, tem casa numa cidade satélite de Washington e filho matriculado em escola de lá. E, no entanto, continua recebendo salário do Senado e tem direito até a horas extras.
– No momento ela está de licença.
Não está mais, senadora. Ela entrou de licença de 60 dias em 16 de março último. O prazo da licença venceu e não foi renovado.
– Pois é, mas ela chegará ao Brasil na próxima segunda-feira e entrará com um pedido de férias.
Sim, e daí?
Você sabe que eu sou muito atenta a essas coisas...
– É, eu sei.

TRATOU DE CORRER 1

Depois de falar com Noblat, a senadora telefonou para um repórter do site Olhar Direto, tentando passar a informação do jeito que lhe convém.
Com isso, o site publicou a seguinte matéria:
A servidora pública federal Solange Amaroli, que estaria lotada no gabinete da senadora Serys Slhessarenko (PT), é acusada de morar em uma cidade dos Estados Unidos e receber remunerações do Senado, conforme informações daquela Casa de Leis ao site Olhar Direto. Solange Amaroli, de acordo com as mesmas fontes, pode ser uma das servidoras contratadas através do esquema dos ex-diretores do Senado, que funcionava para contratar parentes, amigos e cabos eleitorais.

TRATOU DE CORRER 2

E a notícia terminava assim:
Provocada pela reportagem do site Olhar Direto, a parlamentar petista confirmou que Solange é, de fato, servidora de seu gabinete. Contudo, rechaçou a hipótese de a funcionária ter sido nomeada por atos secretos da Mesa diretora do Senado nos últimos 10 anos. "As minhas contratações não são atos secretos. Esta servidora realmente trabalha e muito para mim. Pelo o que eu sei, ela estava de licença em Washington e chegou segunda-feira. Depois, entrou com requerimento de férias. É isso o que eu sei", declarou a senadora Serys Slhessarenko (PT).
Fico pensando quantos casos como esse ainda acontecem Brasil afora.
Plagiando Boris Casoy, isso é apenas mais uma vergonha.

DEPUTADOS INOCENTADOS

A comissão de sindicância da Câmara que investigou o episódio da venda de passagens aéreas das cotas parlamentares aprovou, nesta quarta-feira, os relatórios que inocentam os deputados Eugênio Rabelo (PP-CE) e Paulo Roberto Pereira (PTB-RS) de suposto envolvimento na venda dos bilhetes aéreos da cota parlamentar. Os relatores dos dois casos não encontraram indícios de envolvimento dos parlamentares.
No entanto, o relator do caso do deputado Paulo Roberto Pereira, deputado Marcelo Ortiz (PV-SP), recomendou a cassação do mandato de Pereira por contratação irregular de servidor público. Ortiz viu indícios de que Paulo Roberto empregou em seu gabinete dois funcionários-fantasmas que recebiam vencimentos sem efetivamente trabalhar.
A Mesa Diretora da Câmara vai decidir se arquiva os casos ou os encaminha ao Conselho de Ética e Decoro Parlamentar.
Segundo o corregedor da Câmara, deputado Antonio Carlos Magalhães Neto (DEM-BA), a investigação continua. "A comissão não vai encerrar os trabalhos, porque possivelmente outros parlamentares podem ser ainda objeto de investigação nesse episódio", afirmou.







Sérgio Eduardo de Oliveira – 06/11/2009




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