terça-feira, 28 de outubro de 2014

PERDE E GANHA

Á vitória de Dilma Roussef trás a tona algumas avaliações de partidos e políticos catarinenses. Como já disse antes, Raimundo Colombo (PSD) teve sua administração aprovada, mas o eleitor desaprovou seu apoio a presidenta.
Mas outras avaliações merecem ser feitas. Por exemplo, o PT de Santa Catarina além de sair dividido, sai com uma imagem arranhada perante a executiva nacional por não ter nenhuma força junto ao eleitos. Já para o PSDB catarinense cabe duas avaliações: a primeiro é que o eleitor aprovou Aécio Neves mas rejeitou veementemente o candidato Paulo Bauer, que na prática teve apoio somente de parte dos tucanos.
Mas vamos por partes:

IDELI SALVATTI
A ministra Ideli (PT) já não goza de uma situação muito cômoda no governo Dilma pela falta de habilidade para conversar com o Congresso no primeiro governo e agora, com a derrota esmagadora no seu estado, pode perder mais espaço ainda.

CLAUDIO VIGNATTI
Esse sim sai mais forte, mesmo o PT em Santa Catarina tendo levado uma lavada nas urnas, porque foi o único que armou o palanque para Dilma e seguiu em frente, quase sozinho, tentando o cargo de governador.

DÉCIO LIMA E ANA PAULA LIMA
Ambos conseguiram, com certa facilidade, se reelegerem, mas a derrota do PT no Vale do Itajaí pode ter sepultado a candidatura de ambos para a Prefeitura de Blumenau, pois o blumenauense já os tirou do páreo nas duas últimas disputas na cidade e o próprio PT municipal já não tem tanta certeza se são os nomes para 2016, mesmo tendo apenas o vereador Vanderlei de Oliveira como terceira opção, o que não é muito animador.

PSDB
Em Blumenau o PSDB está, como diz o ditado, meio barro meio tijolo. O Prefeito Napoleão segue teleguiado pela cúpula, leia-se Dalírio Beber e Edélcio Vieira, e não perdeu e nem ganhou com a votação de Aécio Neves, mas ficou claro que o partido em Blumenau, como na maioria das cidades de SC, fez de conta que ajudou Paulo Bauer, candidato ao governo de SC, a tentar o cargo de Colombo.
Na minha opinião, o PSDB deve desembarcar, a partir de janeiro de 2015, novamente no “novo“ governo de Raimundo Colombo.

PT
Já o Partido dos Trabalhadores de SC sai totalmente esfacelado, sem força nacional, sem força estadual, e o que é pior, sem força em nenhuma das grandes cidades catarinenses e, provavelmente, com pouca força para disputar o governo do estado em 2018.
Terá que haver uma boa discussão interna para tentar juntar as alas que hoje não se entendem, pois 12 anos de poder nacional fizeram do PT estadual uma colcha de retalhos.

POR CIMA
O PMDB sempre sai bem na foto. Em Blumenau é um partido que inexiste, mas Luiz Henrique, mais uma vez, mostrou que tem poder pra decidir o que bem quer no estado, tanto que obrigou Raimundo Colombo a voltar a trás no apoio do PP, colocando os Progressistas apenas com a opção de Paulo Bauer, jogando no colo de Colombo a eleição mais fácil da história.
Não vemos esquecer que LHS também deu uma pernada em Paulo Bornhausen (PSB) e conseguiu eleger Dário Berger (PMDB) para o senado. Aliás, Berger deve disputar internamente com Eduardo Pinho Moreira, atual vice-governador de SC, a cabeça de chapa para o governo catarinense em 2018.

NA MÉDIA
O PSD também sai forte, não só pela reeleição de Colombo, mas por ter elegido João Paulo Kleinubing, mesmo com o Tapete Negro assombrando seu futuro mandato de Deputado Federal, e ter tido uma boa votação em todas as regiões de SC. Em Blumenau o partido tem Jean Kuhlmann (deputado estadual reeleito) como principal nome a candidatura de prefeito, mesmo ele dizendo que, pela lógica, essa vaga é de JPK.
Mas, dependendo das conveniências estaduais, pode apoiar Napoleão Bernardes na reeleição e ficar como sucessor natural em 2020. O problema é que 4 anos na política é uma eternidade.  

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