sábado, 26 de setembro de 2015

O TEMPO NÃO PARA


Nasci no início da década de 70 e faço parte de uma geração que viveu a transição tecnológica. Fomos obrigados, quase que na marra, a passar da Barça para o Google como num passo de mágica, sem ao menos conhecer direito o computador, saímos da carta e de repente começamos a mexer com um aparelho tijolão que era chamado de celular, paramos de reunir as pessoas para ver televisão e elas começaram a se reunir pra jogar vídeo game.
Mas antes de tudo isso, tive o privilégio de assistir a transformação do modelo de regime político no Brasil com as Diretas Já, vi o primeiro Rock in Rio pela televisão, participei da maior revolução cultural e musical desde a década de 60 no Brasil, onde o rock nacional e a poesia se fundiram.
E com tudo isso a minha geração aprendeu que podia fazer tudo e ter tudo lutando por uma nação melhor, por liberdade de expressão, por espaço, por uma vida melhor.
Mas justamente hoje essa geração apenas usa as redes sociais para reclamar, orar, mandar mensagem de paz e amor enquanto o crime se organiza e cada vez mais toma conta de todos os espaços.
Recebi essa semana uma mensagem dizendo que “o sistema é f...” e isso me fez repensar. Será que a gente reclama demais e acaba querendo apenas uma vida melhor para si? Será que a gente só trabalha para ter um bom carro, uma boa casa, aparelhos eletrônicos, internet e tudo aquilo que o sistema mais quer que é afastar um dos outros para evitar a mobilização? Provavelmente sim.
Tá na hora da luta, da mobilização, mas não aquela mobilização chata e sem propósito que aconteceram em 2014 e 2015, mas sim aquela mobilização que realmente a gente pode chamar de luta, aquela que a presidenta usou nos anos 60 pra chegar aonde chegou e fazer o que faz. Usou a sua luta para o benefício de um grupo com conduta desviada, mas lutou e isso é uma virtude.
O crime é organizado, mas tudo tem seu ponto fraco e é por isso que lutar não é crime, brigar não é defeito e discordar é necessário.
Muitos falam que a gente tem que lutar, mas com passividade. Essa é a frase que realmente nos remete há um ser passivo, com medo de desagradar, com medo de ser diferente, com medo de não ser aceito numa sociedade que realmente se mantém através do medo.
Chega de ficar em casa achando que Deus vai ajudar a melhorar tudo isso, até porque Deus é de todos, inclusive dos criminosos, e ele deve pensar que nós é que temos que resolver nossos problemas. Esse negócio de que só Deus salva serve só para o pastor poder cobrar o dízimo de 10% do salário daquele que não mais acredita em si.
Tá na hora de voltar um pouco para a década de 80 e aprender que tudo é possível e que discordar do sistema é necessário, mas acima de tudo ter a consciência de que o crime é organizado, mas a gente pode pegar eles no ponto fraco.
Amigos, o tempo não para e se tu deixa ele passar, o futuro vai repetir o passado sim.
Capitalismo é bom, mas como disse Milton Santos (Geógrafo e Advogado), não vai ter para todo mundo.

Portanto, tá na hora de mudar o mundo para melhor! 


domingo, 16 de agosto de 2015

AMO MUITO TUDO ISSO


Não vou eu diminuir ou ser contra as manifestações de hoje, até porque tanto quanto qualquer outro sou atingido com o desastre que o PT, Lula e Dilma instituíram nesse país, mas não sei se vou participar da passeata porque ela deveria servir também para protestar contra o atual governo municipal e estadual, contra os vereadores, principalmente aqueles que erram conscientemente, e também contra os deputados estaduais, federais e senadores.
Na verdade a manifestação deveria ser contra o atual sistema e não só contra essa ou aquela pessoa, pois se a Dilma cair o que vai melhorar com Temer, Cunha, Renan ou Aécio?
Absolutamente nada!

Provavelmente nessa passeata vão participar aqueles vereadores do Tapete Negro, como Célio Dias, Fábio Fiedler e Robinho, o vereador Cesar Cim e Mário Hidelbrandt que instituíram a terceirização da Câmara de Vereadores em escritórios particulares, o prefeito Napoleão e seus secretários que a cada semana que passa fazem coisas do arco da velha na Prefeitura de Blumenau, muitos comissionados que acham que o problema está apenas em Brasília e a mesma população que já participou da passeata de 2013 e que viu a coisa não dar em nada, que viu a Presidenta Dilma ser reeleita, que viu uma “reforma política” ser aprovada pra mudar coisa alguma, enfim, depois de tudo que já aconteceu de lá para cá, não vi ninguém ir para as ruas protestar contra as paralisações de ônibus em Blumenau, contra a greve dos servidores, contra a falta de investimento na educação e no esporte em todos os níveis de governo.

Ou seja, para min é mais uma manifestação midiática que lá pelas quatro ou cinco da tarde as famílias vão assistir o Campeonato Brasileiro, passam antes no McDonald´s, compram um Big Mac, se fartam de batata frita e refrigerante e vida que segue.

Se for pra sair de casa apenas para postar foto mostrando que teve por lá, aí a Dilma vai agradecer cada um de nós pela força dada ao governo dela e por dar a chance de enganar todo mundo, de novo, com um monte de reforma que vai eleger mais um monstro do PT em 2018.


segunda-feira, 6 de abril de 2015

O BODE EXPIATÓRIO


Resumidamente falando, o Bode expiatório era, e é até hoje, aquele que leva a culpa de todos os erros cometidos pela humanidade e na economia atual estamos criando um bicho desses, mesmo que conscientemente.
A crise econômica de 2008, onde o Brasil se gabou de ter passado por ela muito melhor do que os outros países, pode estar dando sinais de ressurgimento. Isso porque, naquela época, os Bancos Centrais de inúmeros países, entre eles o Brasil, assumiram para si os pecados e a falta de planejamento daquelas pessoas que compraram mais que poderiam pagar.
Eles tiveram que injetar dinheiro no mercado, seguraram a economia estável por algum tempo na tentativa de que o mercado curasse as próprias feridas, o que logicamente não ocorreu e jamais ocorreria.
Governos subsidiaram alguns aumentos e hoje temos uma economia mundial a beira de mais uma bolha econômica, que se estenderá não só pela Europa e Estados Unidos, como em 2008, mas principalmente pela América Latina que andou na contramão da lógica.
E no Brasil não será diferente, já que nos últimos 4 anos tivemos uma economia “maternalista” e apenas voltada para a manutenção de um projeto de poder.
E 2015 é um ano em que todos sentiremos, na verdade já estamos sentindo, o preço de uma ação que lá atrás era para ter sido resolvida de forma certa, mas foi tratada como uma marolinha, e como a economia é como o diabo que compra a alma de quem quer se dar bem sem esforço, uma hora ele cobra o seu preço.

E chegou a hora de pagar, com juros, correção e muito sacrifício de quem quer que seja.  

quinta-feira, 26 de março de 2015

O DINHEIRO E A ÁGUA


Ambos não somem, se escondem, e é assim que o mercado se movimenta, assim como a água. Pela primeira vez em pouco mais de 40 anos de vida que vejo uma crise política e a corrupção interferirem tanto na vida econômica das cidades. Um grande desvio de dinheiro em uma estatal, como a Petrobrás, tem feito estragos não só nas cidades com operações diretas da Petrobrás, mas também num país como um todo, onde o dinheiro se esconde e começa o efeito cascata de uma resseção temporária, mas castigante, principalmente para a classe média e baixa.
E quem ganha com isso? Com a alta do dólar e com a alta dos juros, obviamente quem ganha, mais uma vez com a crise, são os bancos, pois hoje é muito mais rentável deixar um dinheiro aplicado do que investir em um negócio e com a alta dos juros, as dívidas, que não são pré-fixadas, acabam indo nas alturas.
E a água? Bem, essa nós daqui ainda temos, mas...

ELEIÇÕES 2016


Apesar de faltar um pouco mais de um ano e meio para o dia da eleição municipal, ela já começou em Blumenau. Com a possível volta de Fábio Fiedler e Robinho para a Câmara de Vereadores, com a movimentação disfarçada do PSD para cima da administração do Napoleão Bernardes (PSDB), com um suposto isolamento do vice-prefeito Jovino Cardoso Neto (DEM), que o coloca apenas a possibilidade de tentar voltar para a Câmara de Vereadores de Blumenau, dando um passo atrás na tão sonhada vaga de Deputado Federal, e a intenção do PDT, e aí leia-se Ivan Naatz, de concorrer ao cargo de Prefeito da cidade, como já o fez, mas agora com chances claras, as pedras começas a se mexer e daqui a pouco elas se acomodam e todos começarão a cair de pau em cima da atual administração para poder estremecer os pilares de quem quer continuar no terceiro andar da Prefeitura.